Balanço divulgado pelo Departamento Estadual de Defesa Civil, na tarde desta sexta-feira, 26, aponta que durante o ano de 2008 foram registrados 267 decretos de situação de emergência e 14 de calamidade pública, no estado de Santa Catarina, sendo que 182 municípios foram afetados.
Caçador também fez parte destas estatísticas quando, em abril deste ano, decretou situação de emergência, após as fortes chuvas de granizo que atingiram a região do assentamento Hermínio Gonçalves. Ao todo, 132 famílias tiveram as suas residências prejudicadas.
A situação exigiu apoio financeiro às famílias que em maioria são de baixa renda e sobrevivem da agricultura familiar. Além das casas, as lavouras também foram seriamente danificadas na época.
No Estado
Os meses com maior incidência de desastres foram novembro (83 decretos), fevereiro (42) e abril (39), devido, principalmente, à ocorrência de enxurradas. Os meses com menor registro de decretos foram junho e julho, havendo um decreto em cada mês.
De acordo com o diretor Estadual da Defesa Civil, major Márcio Luiz Alves, o ano de 2008 ficará marcado, não apenas pelas chuvas intensas que ocasionaram o maior desastre climático nos meses de novembro e dezembro, mas, pela diversidade de desastres, que provocaram danos e prejuízos, em todos os meses do ano.
“Tivemos registro de ciclones, deslizamentos, enchentes, enxurradas, escorregamentos, estiagem, granizo, tornado, vendavais, entre outros desastres naturais”, explica.
Ao todo, foram registrados 281 decretos, no ano de 2008. Atualmente 117 continuam em vigor, sendo que os últimos registros foram devido às fortes e intensas chuvas, nos meses de outubro, novembro e dezembro, que afetaram 77 municípios; à estiagem no Oeste catarinense que, até o momento deixou 15 municípios em situação de emergência e mais dois devem decretar nos próximos dias; e à queda de granizo e vendavais nas cidades de Painel, Chapadão do Lageado e Alfredo Wagner, entre os dias 8 e 9 de dezembro.
“É importante salientar que devemos observar, além dos números, as conseqüências dos eventos adversos, que, cada vez mais, ocorrem com maior intensidade provocando danos e prejuízos maiores para a população catarinense. A prevenção dos desastres precisa entrar na lista das prioridades dos administradores públicos, principalmente, do gestor municipal”, destaca Alves.





