A Associação de Deficientes Visuais Aurélia Bertotto (ADVAB) realizou nesta quarta-feira, 10, uma mobilização no centro de Caçador com o objetivo de conscientizar sobre os direitos dos deficientes visuais. Com faixas, panfletos e mensagens em carro de som, o grupo caminhou pela Avenida Barão do Rio Branco. Participaram membros da Associação, familiares e amigos dos deficientes visuais.

Segundo a professora Ivonete Baldluck, a caminhada chamou a atenção das pessoas. “Por ser a primeira foi positiva. Queremos mostrar pra sociedade que os deficientes visuais estão ai, cada vez mais conquistando sus dependência nas ruas e precisamos de todos”, diz. A aluna da ADVAB, Joceli Gonçalves Nascimento, comenta que as cidades ainda estão longe de oferecer condições ideais aos cegos. “Muitas coisas ainda não são de acordo com a lei da acessibilidade e estamos lutando pelos nossos direitos. As pessoas entendendo nosso lado e nos respeitando nas ruas já é uma grande conquista”, reforça.

Convivendo com o Deficiente Visual – dicas básicas
Não fala sobre a cegueira como se fosse a pior desgraça do mundo, nem expresse comentários pejorativos de lamentações ou pena, pois com uma orientação adequada, e educação especial e a reabilitação profissional o deficiente visual consegue ter uma vida independente.
A cegueira não é contagiosa, portanto desenvolva amizade e incentive os filhos a serem amigos do deficiente visual, ele é um ótimo exemplo de pessoa que sabe superar barreiras.
Cumprimente o deficiente visual, identificando-se, porque ele não é adivinho, só cego. Quando se afastar comunique, evitando constrangimento do cego ficar falando sozinho.
Chame-o pelo nome. Chamá-lo de ceguinho é falta de educação.
Quando conversar com deficiente visual use a palavra cego sem rodeios.
O deficiente visual tem acesso a computadores, a Internet, através de programas especiais sonoros. Freqüentam shows e teatros, portanto pode falar sobre estes assuntos, mas sempre descrevendo a situação ou a cena.
Ao ajudar uma pessoa cega a sentar, basta pôr-lhe a mão no espaldar da cadeira, sem necessidade de segurá-lo ou puxá-lo. Deixe na posição que deve se sentar, porque ele não saberá onde se encontram as pessoas.
Ao guiar uma pessoa cega, basta deixá-la segurar o seu braço que o movimento do corpo lhe dará a orientação precisa. No ônibus e escada basta pôr-lhe a mão no ombro.
O uso de óculos escuros tem duas finalidades: proteger o globo ocular e estática.
Ao notar qualquer incorreção no vestuário de uma pessoa cega comunique-lhe para que não passe por situação desagradável.





