3 de outubro de 2026
Fruticultura

Colheita de pêssego intensificada no final do ano

Por Jairo Pedroso / Folha da Cidade

Na propriedade Altair Zamprônio, 12 toneladas de pêssego Coral já foram colhidas e para os próximos dias, iniciarão a colheita de pêssegos Cascata

A preocupação do produtor de pêssego, Altair Zamprônio, no mês de agosto, com a antecipação da floração em seu pomar por aproximadamente 15 dias devido à falta de frio suficiente na época, e com isso, o risco de perdas na lavoura, deu lugar a tranqüilidade de uma boa colheita até nos dias atuais.

Morador da Linha Cará, a produção de pêssego da família chega a cinco hectares, sendo nele, distribuídos centenas pés de pêssego Cascata, Coral e Charme. A primeira espécie já colhida, de acordo com o produtor, foi o pêssego Coral, iniciado em meado de novembro e finalizado nos últimos dias do mesmo mês, totalizando aproximadamente 12 toneladas da fruta.

Agora, a família se prepara para o início da colheita do pêssego Cascata, programado para as proximidades do Natal. A expectativa é que os números sejam parecidos ao da primeira, ficando entre 10 e 12 toneladas.

A rapidez na hora da colheita também é uma necessidade para que a fruta não se perca, uma vez que, com o calor, o processo de amadurecimento da fruta acaba acontecendo com maior rapidez. “Quando o pêssego madurece é preciso que a colheita seja rápida e, como temos apenas um funcionário, toda a família precisa ajudar para que a colheita termine no período estabelecido”, ressalta, salientando ainda que, em relação a espécie Charme, a idade do pés ainda não permite que a produção seja considerável, assim como as demais, pois tem apenas dez anos, enquanto o Coral, por exemplo, possui o dobro de idade.

Trabalhando nesta área desde o ano de 1972, os preços para a comercialização também está agradando o produtor. Todo o pêssego colhido na propriedade é encaminhado a Curitiba, onde um dos filhos de Altair possui um local próprio para a comercialização. A fruta chega a ser comercializada a R$ 1,20 no local, considerado um bom preço. “Esperamos que o preço continue nos ajudando. A expectativa é que a safra deste ano seja boa”, afirma.

O clima não prejudicou a produção

Ainda no mês de agosto, quando a reportagem do Jornal Folha da Cidade visitou a propriedade de Zamprônio, um sistema de irrigação havia sido realizado nas lavouras para possíveis surpresas desagradáveis com o clima, uma vez que a floração já estava antecipada e frios fortes posteriormente poderiam afetar a produção.

A dispersão de água sobre o pomar, protegendo a flor ou o fruto de congelar, quando as temperaturas chegassem a 0 °C ou menor que isso, não foi preciso utilizar. “O clima colaborou e não foi preciso acionarmos o sistema. Com isso, a produção não foi afetada”, encerra.

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