Interessados têm até o dia 11 de dezembro para retirarem o Edital e agendarem a visita técnica para a concorrência. São 10 anos de concessão para a exploração do espaço da praça de alimentação do Parque Central e o valor do lance será parcelado em 120 vezes
Já é possível imaginar o resultado final do complexo do Parque Central que continua em construção. A comunidade local tem usufruído diariamente do espaço que, por mais que não esteja concluído, oferece uma gama de opções de lazer. A pista de caminhada e a ciclovia foram asfaltadas nos últimos dias e as quadras de esporte estão recebendo tela de proteção, grama (futebol de campo) e areia (futebol de areia).
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“Estamos impressionados com o resultado do Parque Central. A obra não foi concluída e, mesmo assim, a comunidade caçadorense tem utilizado o espaço para a prática esportiva e lazer. Isso é a grande prova de que a iniciativa da Administração Municipal, em criar uma área para a confraternização da família local, estava certa e estamos recebendo os frutos desse investimento através da presença da população no espaço ainda inacabado”, enfatiza Karina Pompermayer, presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento de Caçador (IPPUC).
Uma das etapas que ainda não foi iniciada é a praça de alimentação do Parque Central. Essa área depende ainda da licitação para concessão de uso dos quiosques que acontece no próximo dia 12 de dezembro, às 14h05, na Prefeitura Municipal de Caçador. A procura pela retirada do Edital é grande, porém todos aqueles que quiserem participar da concorrência devem agendar a visita técnica com o IPPUC até o dia 11 de dezembro. Cerca de 28 interessados compareceram no Setor de Licitações da Prefeitura Municipal, retiraram o Edital e aguardam a data para fazer o seu lance.
“Algumas dúvidas sobre o valor que o vencedor da licitação terá que pagar pela concessão de uso ainda existem. É bom frisarmos que o que está em pauta é o valor do lance, ou seja, aquilo que o participante irá oferecer para ganhar a concorrência”, explica Pompermayer.
O lance mínimo é de R$ 31.633,20, que serão divididos em 120 parcelas de mesmo valor e corrigidos a partir dos 12 primeiros meses. “Caso a pessoa dê um lance de R$ 40 mil, por exemplo, e ganhe a concorrência, esse valor será dividido em 120 parcelas a serem pagas à Prefeitura. Isso daria uma parcela de cerca de R$ 334,00 ao mês, um valor baixo comparado ao resultado certo que o espaço irá proporcionar”.
Aqueles que vencerem a concorrência serão os responsáveis pela construção do quiosque. “No Edital o valor de R$ 42.177,60 consta apenas como referência para a construção da obra. Esse montante é o máximo que o vencedor da concorrência poderá gastar com a construção e, dependendo que quem ele contratar para executar a obra, poderá ficar muito baixo. O vencedor da licitação é quem irá negociar o valor, ver a forma de pagamento e se responsabilizará pela compra do material de construção. Atualmente, existem muitas formas e modalidades de financiamento, crediário, entre outros, para a pessoa conseguir levantar esse valor e construir o quiosque”, informa a presidente do IPPUC.
São cinco quiosques com 30,64 m2 cada, sendo que um ficará na área esportiva do Parque Central e os outros quatro na praça de alimentação. Os vencedores da concorrência terão cerca de dois meses para executar e concluir a obra, sendo que, a Prefeitura Municipal dará todo o suporte técnico na área do projeto e fiscalização da obra.
Liberdade para vender e fazer a diferença
Outra dúvida que tem afastado as pessoas de participarem da licitação é com relação ao que poderá ser vendido nos quiosques. Um quiosque será destinado a atender o comércio de lanches prontos (pré-preparados e industrializados), sorvetes, doces e afins, refrigerantes, sucos de frutas, água, café, jornais, revistas e periódicos, venda de cartões telefônicos.
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Os outros quatro serão destinados a atender o comércio de produtos alimentícios industrializados, lanches rápidos, petiscos e porções, doces e afins, sucos de frutas, ‘’batidas’’ elaboradas a base de frutas e feita à vista do usuário, água e bebidas industrializadas alcoólicas ou não.
“Existe uma expeculação de que se um quiosque vender cachorro-quente, por exemplo, outro não poderá oferecer esse produto. Isso não é verdade, mas não gostaríamos que todos os cinco ambientes vendessem a mesma coisa. A gastronomia oferece inúmeras opções para serem comercializadas e quanto mais opções o concessionário oferecer ao cliente, melhor será para o negócio dele. Conquistará freguesia aquele que explorar melhor o espaço, oferecendo diferencial culinário e produto com extrema qualidade”, reforça Karina Pompermayer.
SIMULAÇÃO
Em um site de uma agência bancária foi possível fazer uma simulação de quanto ficaria um empréstimo no valor de R$ 50 mil. O exemplo foi baseado nessas características: pessoa física, com idade de 31 anos e renda mensal familiar de R$ 2 mil.
A prestação apresentada no simulador girou em torno de R$ 600,00 em 120 parcelas. Somando este valor ao da parcela do lance, o vencedor da concorrência teria um custo mensal de R$ 934,00.





