Timbó Grande é a cidade onde os pobres são mais pobres em toda a região. Em contrapartida, Videira é onde os pobres são menos pobres. Estas afirmativas são baseadas no indicador traçado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
O Índice de Desenvolvimento Familiar (IDF) do município de Timbó Grande é de 0,46. Já de Videira é de 0,55. Caçador vem na segunda posição dos melhores índices, alcançando 0,54.
Para construir o ranking, o Ministério levou em consideração aspectos como analfabetismo, número de trabalhadores formalmente empregados, circulação de dinheiro e condições de moradia.
O IDF sintetiza informações sobre as famílias do país e permite indicar, no território brasileiro, onde estão os grupos familiares em situação de pobreza. Quanto mais próximo de 1 for o índice, melhor a condição de vida da família.
No estado, os municípios que ficam nas primeiras no ranking são Presidente Getúlio e Presidente Castelo Branco, ambos com 0,61.
Outros municípios da região
Entre os cinco municípios da Região de Caçador, é Rio das Antas quem aparece à frente na lista, com IDF de 0,53. Lebon Régis e Macieira aparecem empatadas com 0,52, enquanto Calmon ocupa a posição seguinte, com 0,50.
Para chegar ao cálculo do IDF, o Governo se apoiou sobre seis pilares principais: vulnerabilidade, acesso ao conhecimento, acesso ao trabalho, disponibilidade de recursos, desenvolvimento infantil e condições habitacionais.
Disponibilidade de recursos
Macieira é a cidade onde as famílias aparecem com melhor indicador de vulnerabilidade, com um índice de 0,80. Isso significa dizer que é o município onde as famílias encontram mais recursos para satisfazerem suas necessidades básicas.
Caçador fica na 4ª posição, com 0,70, atrás de Rio das Antas, com 0,76 e Lebon Régis, com 0,73.
Acesso ao conhecimento
Quando se fala em acesso ao conhecimento, é Videira (0,42) quem lidera o ranking entre suas vizinhas. No município, estão as famílias com melhores índices de escolaridade e menores índices de analfabetismo. Em seguida, vêm Timbó Grande e Rio das Antas, com 0,38. Caçador é apenas a 5ª colocada, atrás de Calmon, com 0,37, ficando empatada com Lebon Régis, alcançando o índice de 0,36.
O IDF
O Índice de Desenvolvimento Familiar (IDF) foi criado com base nos dados do Cadastro Único das famílias pobres do País. Formado por seis itens, varia de 0 a 1 - quanto mais perto de 1, melhor o resultado. As seis variáveis são:
Vulnerabilidade: tenta medir o volume de recursos a mais que a família precisa para se sustentar levando em conta se inclui, por exemplo, gestantes, mães amamentando, crianças, adolescentes, jovens, portadores de deficiências e idosos. Quanto mais membros considerados vulneráveis, pior é o indicador.
Escolaridade: considera o nível de instrução das pessoas da família. Se há analfabetos ou analfabetos funcionais (até quatro anos de Escolaridade) o indicador piora.
Acesso ao Trabalho: avalia a oportunidade que as pessoas têm de encontrar alguma forma de trabalho. Considera se mais da metade dos membros da família está ocupada, se trabalha na área rural, no setor formal ou informal, se recebe mais de 1 salário mínimo. Quanto mais trabalhadores, maior o índice.
Renda: mede o quanto da renda da família é em dinheiro. Avalia qual a despesa e a renda da família e considera qual a parte do sustento não vem dos programas de transferências de renda. Quanto maior a renda e quanto maior a parte que não vem do Bolsa-Família e outros, melhor o indicador.
Desenvolvimento infantil: considera se há trabalho infantil na família, crianças fora da Escola ou em atraso Escolar de mais de dois anos e adolescentes e jovens analfabetos.
Condições de habitação: Leva em conta se a moradia é própria, se há mais de dois moradores por dormitório, o tipo de material de construção, se há acesso a água potável, saneamento e coleta de lixo adequados e energia elétrica.





