Ricardo Azevedo e Júlio Emílio Braz estarão conversando com os estudantes sobre seus livros
Sempre motivado em oferecer o que existe de melhor para seus alunos, o Colégio de Aplicação da UnC-Caçador recebe dia 30 de outubro, o escritor e ilustrador paulista Ricardo Azevedo, para uma conversa com os alunos leitores de seus livros. O evento será realizado no Salão Nobre da Reitoria às 10h30min para alunos de 5ª a 7ª série e às 13h30min para alunos de 1ª a 4ª série.
Azevedo, autor de mais cem livros para crianças e jovens, é Bacharel em Comunicação Visual pela Faculdade de Artes Plásticas da Fundação Armando Álvares Penteado e doutor em Teoria Literária pela Universidade de São Paulo. Ganhou várias vezes o prêmio Jabuti, o APCA e outros. Tem livros publicados na Alemanha, em Portugal, no México, na França e na Holanda, além de artigos publicados em livros e revistas abordando problemas do uso da literatura de ficção na escola.
No dia 26 de novembro, será a vez do escritor Júlio Emílio Braz conversar com alunos de 5ª e 6ª séries do Aplicação sobre sua obra, em especial os títulos adotados pelo Colégio como Infância Roubada e Zumbi: O Despertar da Liberdade. Na ocasião, Júlio estará participando também do lançamento do Livro Jovens Idéias 13, sendo autor do prefácio da obra.
ENTREVISTAS
Conheça o escritor Ricardo Azevedo
Como foi que você iniciou sua carreira de escritor?
Ricardo Azevedo- Percebi que gostava de escrever ainda na escola, no que equivale hoje à 6 série, fazendo as redações escolares. Tirava boas notas, gostava de fazer e senti que no futuro poderia trabalhar com textos. Imaginei que poderia ser jornalista, publicitário e talvez escritor.
Como se relaciona com seus leitores? Realiza palestras? Responde e-mails?
Ricardo Azevedo- Minha relação direta com os leitores é relativamente pequena pois os livros são lidos pelo Brasil afora e fica impossível acompanhar. Gosto de conversar com leitores pois é uma forma de sentir como os livros são lidos, responder perguntas inesperadas, etc. Nessas ocasiões, não dou uma "palestra" mas sim converso com os leitores. Por falta de tempo, não consigo responder e-mails.
Que conselhos daria para quem deseja escrever livros?
Ricardo Azevedo- Escrever todos os dias, ler muito pois ninguém voa puxando pelos próprios cabelos: textos de outros autores sempre trazem aprendizados interessantes. Outra coisa: trabalhar muito e ter paciência para esperar a hora certa para publicar.
Conheça o autor Júlio Emílio Braz

Como foi que você iniciou sua carreira de autor?
Júlio Emílio Braz- Comecei a escrever em 1980 porque estava desempregado. Um vizinho que trabalhava na Editora Vecchi (RJ), disse que estava procurando roteiristas para revistas em quadrinhos. As histórias eram de terror e resolvi aceitar esse desafio. Procurei o editor e fui aprovado. Iniciei com a série Jesuíno Boamorte, que foi eleita a maior série pelos leitores. Fique na Vecchi até 1986, quando ela faliu. Nessa época ganhei o Prêmio Ângelo Agostini (1986) como melhor roteirista.
De 1987 a 1990 trabalhei em São Paulo com Rodolfo Zalla (Editor da Editora D´Arte), também como roteirista de histórias em quadrinhos de terror. Durante esse período escrevi quadrinhos em Flamengo para a Bélgica e Holanda, que publicaram a série Tambatajá (histórias de um índio brasileiro) que, infelizmente, não foi publicada no Brasil.
Como você se relaciona com seus leitores? Realiza palestras? Responde e-mails?
Júlio Emílio Braz- Adoro responder cartas e e-mails. Como viajo muito contratei “uma personal e-mail”, ou seja, alguém que abre meus e-mails, lê e entra em contato comigo para redigir as respostas. Faço muitas visitas às escolas e dou palestras com frequência. Gosto muito desse contato com meus leitores. Até criei um site para estreitar esse contato: www.julioemiliobraz.com. Aguardo sua visita.
Que conselhos você daria para quem deseja escrever livros?
Júlio Emílio Braz- Para ser um bom autor, é necessário, primeiro, ser um bom leitor. Sempre digo que é preciso ler sempre e ler de tudo, escrever e reescrever. Só assim, e com muita paciência e persistência, é que você conseguirá se transformar em um autor. Se eu não fosse persistente, não teria livro algum publicado. Tive obras minhas recusadas por mais de seis editoras. Nem por isso desisti.





