Caçador respira Teatro durante esta semana com a realização da I Mostra Regional de Teatro. O evento está sendo promovido pela Fundação Municipal de Cultura e UnC-Caçador. De quarta-feira, 24, até sábado, 27, serão cinco espetáculos no Teatro da UnC e um na Praça Nossa Senhora Aparecida. As peças são de grupos teatrais de Curitiba, Lages, Florianópolis e Caçador.
A abertura da Mostra será nesta quarta-feira, 24, às 19h30, e em seguida às 20h a peça: Teatro, que História é Essa? da Companhia de Teatro Filhos da Lua no Teatro do Contestado.
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Vestidos a caráter cerca de 60 artistas e alunos das oficinas de Teatro do município realizaram um cortejo pelas ruas da cidade na manhã do sábado (20). Os artistas fazem parte do elenco que participa de 24 a 27 de setembro da 1ª Mostra de Teatro da Região do Contestado. O grupo promoveu uma grande interação com a população, reforçando o convite para que todos participem do evento.
De acordo com Márcia Maria Soares, da UnC-Caçador e presidente do Conselho Municipal de Cultura, a Mostra é o início de uma grande mobilização em prol do desenvolvimento e fortalecimento do teatro regional. "Pretendemos começar agora um trabalho que no futuro, poderá se tornar um forte festival de teatro, a exemplo de outros municípios. Vamos começar criando público e incentivar nas crianças, o gosto por esta arte maravilhosa", comenta. "O teatro é uma arte que faz você trabalhar com as emoções, é um fator de crescimento do ser humano", justifica.
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Os ingressos estão a venda por R$ 5,00 e R$ 2,50 para estudantes. Mais informações: (49) 3561-6223, 3561-6224 e 3563-9555. E-mail: cultura@cdr.unc.br, cultura@cacador.sc.gov.br.
Confira a programação
I MOSTRA DE TEATRO DA REGIÃO DO CONTESTADO
Dia 24, quarta-feira
19h30 – Abertura
20h – Que história é essa?
Cia do Teatro Filhos da Lua – Diretor Renato Perré
A Companhia Teatro Filhos da Lua, festejando seus 27 anos de atividades profissionais, faz uma homenagem à arte do teatro, mergulhando em sua história rica, complexa e popular, utilizando bonecos, figura humana, máscaras e música ao vivo.
Por meio dos personagens Aristides e Brunholo, a dramaturgia do espetáculo desenvolve uma síntese lúdica, poética e histórica do teatro, abordando seus períodos mais significativos: grécia antiga (tragédia e comédia); teatro medieval; commédia dell`arte, Shakespeare; Bertold Brecht, teatro do absurdo e teatro brasileiro com homenagem ao dramaturgo, ator e diretor paranaense Laerte Ortega.
Ficha técnica: Dramaturgia – Renato Perré, Pesquisa em história do teatro – Jorge Vigário, Interpretação – Renato Perré e Rafael Barreiros, Direção geral – Mauro Zanatta, Composição e execução de trilha sonora – Candiê Marques, Cenografia e figurino – Claudia Gutierrez.
Dia 25/09 Quinta-feira – UnC
8h30 – 12h – Oficina de Teatro - Renato Perré
15h – O Pequeno Príncipe – Teatro do Contestado
20h - O Pequeno Príncipe – Teatro do Contestado
A Oficina de Teatro da Fundação Municipal de Cultura, encena o clássico da literatura francesa, O Pequeno Príncipe. A história relata a viagem do pequeno menino que na busca por um amigo, sai de seu planeta, após “estranhar-se” com sua flor, viajando por outros mundos, encontrando os mais diversos personagens e relacionando-se com eles, revelando seus conflitos, desejos e personalidades. Ao chegar a terra, no deserto do Saara, encontra o piloto, a raposa e a serpente, tendo com cada um deles um rico aprendizado. O texto trata dos valores mais profundos do ser humano, revelados de forma lúdica e singela. O espetáculo traz uma trilha sonora própria e projeções que envolvem o público numa atmosfera de sonho, mágica e poética.
Ficha técnica: Autor: S´aint Exupéry . Adaptação: Moacyr David e Rodrigo Rossette. Trilha sonora: Rosy Greca. Direção: Lucinei Paes. Projeções: Airton Carlos Leite. Figurino: Gisele Witte. Cenografia: Reno Caramori Filho. Elenco: Oficina da Teatro da Fundação Municipal de Cultura: Peterson Danese, Bárbara Witte, Kezyeli Leite, William Peres, Emyr Hiago Bellaver, Michelle Witte, Juliano Ribeiro, Gabriella Soletti, Felipe Ribeiro, Gisele Witte, Renan Danese, Alana Bortolini. Participação especial: Rodrigo Rossette (Lages - SC)
Dia 26/09 – Sexta-feira – UnC
20h – Fulaninha e Dona Coisa - Teatro do Contestado
Cia da Arte Irreversível – Diretor Marcello Serra
Fulaninha é uma moça da roça, ingênua e sem leitura que chega à cidade. Arruma um emprego na casa de Dona Coisa, que é divorciada, e tem que ensinar tudo sobre o trabalho doméstico. Fulaninha é esperta e aprende rápido, no entanto leva Dona Coisa à loucura com suas perguntas e trapalhadas.
No meio desta confusão surge o técnico da Cia. Telefônica, colocando mais lenha na fogueira. Brigas, desentendimentos, amores, “vista grossa”, perdão. Um passeio pelos meandros do relacionamento humano. Há vilões nesta história ou apenas vítimas?
Autor – Noemi Marinho, Direção, iluminação e orientação técnica – Marcello Serra, Assistência de Direção e Sonoplastia – Clarissa Ristoff, Elenco – Celi Westrup – Fulaninha, Cristine Grotto – Dona Coisa, Fernando Pötker – Técnico da Cia. Telefônica e Sicraninha. Produção – Celi Westrup
Dia 27/09 – Sábado – UnC
8h – 12h – Oficina teatro de rua, processos criativos
18h30 – Espetáculo de Rua – Brulha dos Assombros
Praça Nossa Senhora Aparecida
Direção Grupo Menestrel Faze-dô
Cai à noite no cemitério. Aqui o morrer do dia sempre dá lugar ao sobrenatural, hora das almas penadas saírem fazer tremer e arrepiar os vivos, do homem amaldiçoado se esconder para em lobisomem se transformar, da velha feiticeira juntar seus ingredientes e realizar seus despachos, do boitatá risca o céu com seu fogo azul lego. As assombrações povoam as noites frias
com suas as histórias que só se vêem depois que se fecha os olhos pra coisas deste mundo .
Com tanta assombração que faz bulha por aí, não tem como a gente faze que não ouve e que não vê a Bulha dos Assombros.
Ficha Técnica
Espetáculo de Teatro de Rua com Bonecos Gigantes.
TEXTO: Guigui Fernandes (Baseada nas idéias originais Grupo Menestrel Faze-Dô)
Direção: Grupo Menestrel Faze-Dô, figurino: Guigui Fernandes, maquiagem: Grupo Menestrel Faze-Dô, cenografia: Marcio Machado, bonecos: Dato Rohden, Marcio Machado, Guigui Fernandes, Robson Andrade, adereçagens: Grupo Menestrel Faze-Dô, desenhos: Marcos Rodrigues, pinturas: Guigui Fernandes e Marcos Rodrigues
SONOPLASTIA: Grupo Menestrel Faze-Dô, apoio técnico: Geraldo Cunha (Direção) Dato Rohden (Bonecos), atores manipuladores: Marcio Machado, Guigui Fernandes, Gilmar Jesus, personagens -Espírito dos Santos, Espírito das Trevas, Espírito de Porco, Bonecos: Velha Feiticeira, Velho Idino, Florêncio, Terezinha, Coronel, Lobisomem, Mandoruvá, Coruja, Morcegos, Boitatá. produção: Marcio Machado e Guigui Fernandes
21h – Apareceu a Margarida, censura 16 anos
Teatro do Contestado
Apareceu a Margarida é uma alegoria da ditadura militar, com sua personagem-título tirânica e obcecada pelo poder. Controladora, alucinada e contraditória, dona Margarida é uma das criações femininas mais cobiçadas do teatro nacional. Atores e atrizes renomados a interpretou sempre como muita polêmica, apesar do tempo a peça não perde sua atualidade..retrata uma sociedade falida, onde o poder não morre e manda matar, se alguém disser que ele é injusto e que o grande princípio da história é que todos querem mandar nos outros assim como Dona Margarida manda nos alunos e o terceiro princípio da biologia é trágico, pois todos morrem,exceto Dona Margarida. DM simboliza o poder do Estado e da Igreja e seus alunos o povo oprimido. Nesta adaptação feita para Caçador a peça traz a novidade da presença de alunos de Dona Margarida, que aceitam o fascismo, mas se rebelam de uma forma surpreendente. Elenco- Marcos de Souza- Dona Margarida. Alunos rebeldes.
Lucinei Paes, Rodrigo Rossette, Gustavo Zardo, Hélio Pires, Tânia Farinon, Stéffani Peres
Adaptação- (dramaturgia) e direção p/ versão alemã Rose Beermann
Adaptação e direção para versão caçadorense... Marcos de Souza e Gunnar Gustavsohn. Coreografia- Raoni Garcia





