3 de outubro de 2026
Insight

Projeto da UnC-Caçador ajuda crianças e adolescentes

Por Núcleo de Imprensa da UnC

A problemática psicológica de crianças e adolescentes com dificuldade de aprendizagem, via de regra, é fonte de preocupação no cenário social e objeto de necessidade de práticas de prevenções e intervenções efetivas. 

O projeto Permanente de Extensão e Assistência Social da UnC que recebe o nome de Insight "Percepção" coordenado pela psicóloga e Ms. em Educação Marilda Saccol e com a participação das estagiárias Adriana Frigieri, Cintia Sgarbi e Dianamar Bona Patzlaff  do curso de Psicologia, vem procurando colaborar com as crianças e adolescentes de Caçador.

O Projeto trabalha com uma abordagem social, ecológica e contextualizada, recebendo diariamente crianças e adolescentes que possuem padrões que não favorecem o desenvolvimento normal no processo ensino-aprendizagem.

De acordo com a psicóloga Marilda Saccol, coordenadora do Projeto, o projeto desenvolvido pela UnC-Caçador, através do curso de Psicologia oferece atendimentos a crianças e/ou adolescentes de forma individual e coletiva através de visitas domiciliares e oficinas temáticas realizadas no Núcleo de Psicologia com foco na intervenção da problemática envolvendo questões de ordem cognitiva, comportamental e social, envolvendo as dificuldades de aprendizagem.

“O projeto permite ver o sujeito inserido numa rede de relações sociais que envolvem sua família, os amigos, parentes e o conjunto de instituições/ambientes que formam a Rede de Proteção Social da Infância, formada pela educação, saúde e assistência social e psicológica”, explica.
 
Atividades
As experiências adquiridas através deste projeto abrangem atividades coletivas e individuais que visam resgatar, em parte, as deficiências encontradas. As atividades coletivas, ocorrem semanalmente no espaço Institucional da UnC de Caçador, através de oficinas temáticas voltadas ao desenvolvimento pedagógico das dificuldades de escrita e leitura bem como temas do dia a dia relacionados à Violência, Regras e Limites, Trabalho em equipe, Bullying, Drogas/Álcool, Respeito ao meio ambiente e ao trânsito entre outros.

Através das oficinas temáticas pode-se perceber que as crianças e adolescentes absorvem os temas de maneira clara e objetiva demonstrados nas atividades que são realizadas após o estudo dos temas explanados em desenhos, escritas e ou  verbalizações. Para a inserção dos alunos neste projeto é realizada uma triagem prévia com os pais para verificar quais os tipos de dificuldades apresentadas.

Segundo Marilda, o projeto tem conseguido atingir até o momento bons resultados na busca de atender aos direitos fundamentais de crianças e adolescentes, dentre os quais se podem destacar: Retomada do vínculo família x escola; capacitação de crianças e ou adolescentes para lidar com as suas dificuldades de aprendizagem; orientação a pais, mães ou responsáveis; resgate da melhoria das relações familiares e sociais.

“Acreditamos que o sucesso deste trabalho social encontra-se principalmente na metodologia de abordagem e ao processo constante de capacitação dos atores sociais envolvidos, mostrando que o curso de psicologia da UnC-Caçador pode contribuir significativamente para construir novas práticas sociais, cada vez mais adequadas ao processo de prevenção e intervenção social, colaborando desta forma para uma melhor qualidade de vida da população em geral, principalmente aos jovens que são o futuro e a esperança deste país”, salienta.

Visita ao Museu
Como proposta de atividades deste, em julho foi realizada a visita ao Museu Histórico e Antropológico da região do Contestado. Neste passeio todos os grupos participaram e puderam conhecer através dos quatro núcleos de organização do museu: Ferrovia do Contestado, Guerra do Contestado, Povoamento e Colonização, e a Cultura Indígena, a memória e a cultura do Contestado. As explicações ficaram a cargo da estagiária Cici Nunes Bueno, participante do Projeto Permanente de Extensão e Assistência Social Inclusão: Vamos Sentir o Museu?.

“Os alunos construíram seu conhecimento histórico e se conscientizaram sobre a importância da transmissão da herança cultural do Contestado. Muitos identificaram crenças, mitos e hábitos parecidos com os das suas famílias. Todos ficaram encantados com a visita já que a grande maioria ainda não conhecia o Museu”, informa a psicóloga Marilda Saccol, coordenadora do Projeto.

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