Uma reunião, sugerida pela Câmara de Vereadores com a Promotoria Pública, Prefeitura de Caçador e representantes da rua Lauro Marins e adjacências definiu que o funcionamento da Casa de Semiliberdade, do Projeto Horizonte, terá um prazo de aproximadamente 15 dias para uma análise.
O pedido foi feito pela secretária de Bem-estar Social, Loely Belaver, ante a exposição dos moradores quanto à situação no local. “Não somos contra o projeto nem ao menos duvidamos da capacidade dos profissionais que atuam nele, mas a questão é a insegurança das pessoas que moram próximo desta casa”, garante o representante dos moradores, Cláudio Rottava.
Ele usou da tribuna na semana passada para destacar inúmeros delitos que estão sendo cometidos contra os vizinhos da casa. “Estamos preocupados sim com a ressocialização dessas crianças, mas ao mesmo tempo, destacamos que os moradores próximos são, em sua maioria, idosos e que se sentem acuados”, explica.

O promotor Osvaldo Cioff Junior enfatizou a finalidade do projeto, que visa a reintegração desses jovens. “Não se trata de um castigo, por isso não podemos ter seguranças e sim, monitores”, coloca, afirmando que esses jovens vão para lá por que precisam de um acompanhamento específico, já que não têm isso em suas casas.
A secretária de Bem-estar Social salientou que é necessário algum tempo para que os jovens que são colocados nesta Casa de Semiliberdade possam dar mostras de uma evolução. “Já teremos a saída de um deles, que está apto a voltar para a sua casa. Conseguimos com este trabalho fazer a recuperação necessária”, completa.
Loely ainda acrescenta que vão se buscar as soluções que sejam melhores para todo mundo. “Estamos pensando em acertar no que é melhor para a comunidade de Caçador”, destacou, afirmando que vai entrar em contato com os moradores assim que tiver uma definição concreta.
O presidente da Câmara, Jorge Savi, salientou a participação dos vereadores e solicitou para que eles também tenham informações sobre o andamento da questão. “Vamos analisar a possibilidade de, até mesmo, termos uma nova reunião contando com a participação do Legislativo”, salientou.
O presidente da Comissão de Educação, vereador Marcos Creminácio, enfatizou que acredita no projeto, já que somente através da educação, esses jovens poderão ser reintegrados à sociedade. “Sugerimos este encontro para definirmos esta questão quando fomos procurados pelos moradores, já que queremos uma solução para a situação”, completou.
O vereador Gilberto Comazzetto também participou da reunião, representando a Câmara de Caçador.





