A Epagri (Estação Experimental) de Caçador está colocando à disposição dos produtores duas novas publicações técnicas. Trata-se da “Produção de Alevinos de Jundiá” e “Indicações Técnicas para o Tomateiro Tutorado para a Região do Alto Vale do Rio do Peixe”.
Produção de Alevinos de Jundiá
A piscicultura, como atividade zootécnica, produz a cada ano, excelentes resultados, frutos dos trabalhos de diferentes pesquisadores do Brasil. No caso do jundiá (Rhamdia quelen), muito se falou sobre reprodução, mas em todas as pesquisas publicadas até então pouco se comentou sobre os detalhes de produção de alevinos.
Os recentes avanços na produção em massa de alevinos de diversas espécies, bem como a definição de técnicas mais adequadas de alevinagem, têm contribuído decisivamente para o assentamento da piscicultura como atividade de grande importância no contexto da produção de alimentos.
“Os estudos apresentados neste boletim auxiliarão os piscicultores a alcançarem sucesso em suas piscigranjas, principalmente porque o jundiá (Rhamdia quelen), por ser um peixe nativo bastante apreciado pela população, era apresentado aos produtores com um preço muito acima daquele praticado na comercialização de outras espécies”, diz Gabriel Berenhauser Leite, chefe da Estação Experimental de Caçador.
Além disso, ele afirma que a partir do momento em que as técnicas específicas para a espécie foram definidas pela equipe de pesquisadores da Epagri/Estação Experimental de Caçador, a sobrevivência aumentou.
“Hoje é possível obter grandes quantidades de alevinos durante as reproduções induzidas. Além de contar com maior número de alevinos da espécie a preços competitivos, os produtores rurais ganharam mais uma opção para o aumento de sua renda”, assinala.
Indicações técnicas para o tomateiro
A região de Caçador (Caçador, Lebon Régis, Rio das Antas, Macieira, Calmon e Timbó Grande), segundo principal produtora de tomate em Santa Catarina, é um importante pólo brasileiro no período de verão.
Estima-se que, nesta região, na safra 2005/06 foram cultivados em torno de 1.500ha de tomate, ocupados por 17 milhões de plantas, cuja produtividade foi de 78t/ha, isto é, 270 caixas por mil plantas. No entanto, os produtores de tomate desta região estão experimentando uma grande concorrência de outras regiões brasileiras que adaptaram tecnologias para o mesmo período de cultivo.
“Além disso, ultimamente, na região têm ocorrido problemas ambientais em virtude de algumas técnicas utilizadas por produtores de tomate, tidas como uma ameaça à preservação do meio ambiente e à segurança alimentar. Assim, é necessário atualizar as Normas Técnicas para o Tomateiro Tutorado na Região do Alto Vale do Rio do Peixe, objetivando-se o uso racional dos recursos naturais e de insumos destinados à produção de tomate”, assinala Leite.
“As indicações técnicas para o tomateiro foram elaboradas e validadas num encontro realizado no dia 19 de agosto de 2006 na Epagri/Estação Experimental de Caçador. Estas orientações foram elaboradas a partir de resultados de pesquisas, de observações de agentes de extensão rural e de produtores de tomate, além de tecnologias adaptadas de outras instituições existentes nos Pais”, afirma o chefe da estação.





