As escolas municipais de Caçador não são espaço apenas para alunos. Após o turno de ensino e nos finais de semana, os portões das instituições são abertos para a comunidade, que aproveitam o espaço para praticar esporte e realizar projetos de cidadania.

Na Escola Municipal de Ensino Básico Esperança, localizada no bairro Martello, 50 crianças há um ano participam de uma escolinha de futebol de campo e de salão oferecida gratuitamente.
Segundo o instrutor Antônio Conceição dos Santos, mais conhecido como Bidu, a escolinha começou com oito crianças e hoje já possui quatro categorias. “Não apenas os alunos da Escola Esperança participam do projeto. Alunos do Wanda Krieger, após as aulas, também vem para a escolinha. Essa é uma forma deles praticarem esporte, gastarem energia de forma saudável e não ficarem brincando nas ruas colocando suas vidas em risco”, diz Bidu.
O trabalho de Bidu é voluntário. “Desde meus 13 anos eu estive envolvido com esporte. Parei de jogar futebol há poucos anos e decidi iniciar um trabalho com crianças. Para mim é uma satisfação já que, além de ainda estar integrado com o esporte, ajudo esses jovens a ter uma vida saudável e com disciplina”, argumenta.
O treinador afirma que as crianças são muito esforçadas. “Todos eles possuem um grande envolvimento com a escolinha. Eles se dedicam aos treinos, são educados, buscam aprender e fazer o que é certo. Já participamos de alguns campeonatos e nos destacamos. É visível a evolução deles, não apenas na aprendizagem, mas no comportamento. Eles se respeitam mais, se ajudam e a família também se beneficia, já que participa e apóia esse trabalho”, acrescenta Bidu.
A escolinha do esporte atende crianças de 7 a 16 anos. “Temos quatro categorias. Três são com meninos e iniciamos há poucos dias o trabalho com as meninas. A categoria de 14 a 16 anos treina separadamente. Nossos encontros acontecem nas de segunda à quarta-feira, sábados à tarde e domingo pela manhã e com os mais velhos os treinos são nas quintas e sextas-feiras”, expõe o instrutor. Os uniformes utilizados pelas crianças foram doados, como também as bolas para o treino.





