Bioquímica e professora doutoranda do curso de Farmácia da UnC-Caçador, ficará responsável pela separação do plasma do cavalo das hemáceas; o plasma vai dar origem ao soro
A equipe da UnC-Caçador, composta por técnicos do Centro de Manejo da Fauna Silvestre Brasileira- Região do Contestado (Cefasil) e acompanhados da professora doutoranda e bioquímica, Claudriana Locatelli, realizou ontem a primeira de três aplicações do veneno diluído da Jararaca em um cavalo, numa propriedade rural em Lebon Régis. O objetivo é a produção de soro antiofídico.
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O trabalho é experimental e será acompanhado pela profissional bioquímica, que ficará responsável pela separação do plasma do cavalo das hemáceas. As hemáceas são devolvidas ao organismo do eqüino para que ele não fique debilitado. Já o plasma vai dar origem ao soro. Os testes finais serão feitos em ratos, que receberão o veneno da serpente e, logo em seguida, o plasma do cavalo.
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Seguindo procedimentos técnicos, a equipe da UnC-Caçador realizou a assepsia e raspagem da pelagem em uma pequena área no lombo do animal, uma égua de oito anos de idade e peso de 406 quilos. Foi aplicada a quantidade de 1 miligrama de veneno de cobra diluído. A partir de agora a equipe fará o monitoramento do animal, que apesar da aplicação, não necessitará de qualquer cuidado especial. Os resultados oficiais da experiência serão divulgados dentro de 40 dias.
SAIBA
A UnC-Caçador, que é referência em pesquisas com serpentes em Santa Catarina, junto com o Instituto Cobra Viva de Indaial, é a primeira instituição do Estado e uma das poucas do Brasil a desenvolver o trabalho para produção de soro antiofídico. A UnC-Caçador ainda é conveniada com o Instituto Butantan e mantém parcerias com corporações de bombeiros, que recebem orientações e materiais próprios para a captura de serpentes e também com a Epagri, onde na Estação Experimental, está instalado o Serpentário.





