Mesmo proibido por lei, continuam acontecendo casos de liberação de corpos para sepultamento sem a declaração de óbito; Rede que administra do Maicé afirma que problema será resolvido
Na manhã de quarta-feira, 4, por volta das 10 horas, na Capela Mortuária Municipal, mais de 50 horas depois da morte do marido, Luciane Vieira, 32 continuava a espera da declaração de óbito para o sepultamento. "Já passou da hora de enterrar e continuamos aqui, esperando o documento e nem ao menos sabemos qual foi a causa da morte", declarou a mulher, diante do caixão do marido Carlos Roberto Engraf, 31 anos.
O problema enfrentando por Luciane, a falta da declaração de óbito, que deve ser assinada pelo médico que assistiu o paciente, foi tema de reportagem da Folha da Cidade no final do ano passado. De lá para cá, Prefeitura e direção do hospital Maicé buscaram um acordo para a solução do problema. "Os casos diminuíram no começo, mas de uns tempos para cá, começaram a aparecer de novo. É preciso que haja uma padronização do serviço para evitar que isso aconteça", solicita o administrador da Capela Mortuária e do Cemitério Municipal, Antônio Amarildo Mello.
O administrador da Rede Hospitalar Santos Anjos, responsável pelo hospital Maicé, Evandro Xavier da Roza, afirma que tem conhecimento da lei municipal, que proíbe o sepultamento sem a declaração de óbito. Segundo ele, o Hospital está trabalhando para não acontecer mais casos semelhantes. "Vamos enfatizar internamente, junto ao corpo clínico para agilizar a liberação da declaração de óbito. Mas os familiares precisam entender que o documento depende da liberação do médico que assistiu o paciente", salientou.
Ele ainda reforça que o hospital não vai mais liberar o corpo sem que o documento esteja pronto. "O horário da liberação fica a critério do médico, então os familiares precisam entender o posicionamento do hospital, mas vamos procurar sempre agilizar a liberação para evitar transtornos à família", completou.





