Um incêndio iniciado na noite desta quinta-feira, 30, e que reiniciou na madrugada desta sexta-feira, 31, destruiu cerca de 4 mil metros quadrados da fábrica da Perdigão, em Videira.
O fogo teria começado no compressor de refrigeração das câmaras frias. As chamas atingiram o gás amônia que estava nas tubulações, o que provocou uma fumaça tóxica, dificultando ainda mais o trabalho dos bombeiros.
De acordo com o sargento Valmir Parise, em entrevista à RBS TV, o sistema de segurança dos reservatórios de amônia evitou um grande desastre, já que há 70 mil litros do gás, 35 mil litros para a parte de aves e 35 mil para a parte de suínos.
Segundo ele, os bombeiros tiveram que fazer aberturas no teto dos barracões para a saída da fumaça pela parte superior, facilitando o rescaldo.
Fogo retorna
Segundo o Corpo de Bombeiros de Videira, o fogo voltou no depósito da fábrica. O capitão Dionísio explicou que é comum o fogo voltar neste tipo de incêndio. Pela manhã, os bombeiros faziam o rescaldo e usavam exaustores para retirar a fumaça de dentro do prédio. Foi então que o fogo recomeçou. Entre 20 e 30 homens estão no local para conter as chamas. Os bombeiros usam água.
A casa mais próxima da área do incêndio fica a cerca de 30 metros da sede da Perdigão. O capitão Dionísio disse que essa é considerada área de risco, mas ninguém foi retirado de casa ainda.
Assessoria de imprensa da empresa divulga nota
A assessoria de imprensa da Perdigão divulgou, nesta sexta-feira, nota de esclarecimento sobre o incêndio que atingiu a fábrica de aves.
A empresa classificou o incêndio como sendo de proporções "moderadas". Segundo a nota, não houve transtornos e vítimas na retirada dos trabalhadores em linha de produção. O procedimento foi feito pela "brigada especializada, formada por funcionários (...) conforme plano de evacuação da unidade industrial".
Ainda conforme a nota, o processamento e a industrialização de suínos, as áreas administrativas, o centro de armazenagem e distribuição e o centro de tecnologia, localizados na mesma planta, funcionam normalmente.
A empresa também esclareceu que unidades de processamento de aves de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná devem absorver temporariamente a capacidade da unidade, "sem qualquer prejuízo ao cumprimento dos contratos de vendas que a empresa mantém com seus milhares de clientes no Brasil e no exterior".
De acordo com a empresa, as instalações passam por planos de manutenção periodicamente e possuem seguro para este tipo de sinistro.





