Quatro casos de tuberculose foram registrados nos três primeiros meses de 2008 em Caçador. A informação é da Secretaria Municipal de Saúde. A maior incidência da doença é no sexo masculino. “Os casos mais freqüentes são mesmo em homens e na forma da tuberculose pulmonar”, afirma a coordenadora de Epidemiologia, enfermeira Paula Brustolin Xavier.
Segundo ela, o principal trabalho tem sido aproximar os profissionais do Programa de Controle da Tuberculose da Vigilância Epidemiológica com os profissionais quem atendem nos Postos de Saúde. “Justamente para que o diagnóstico seja o quanto antes, pois os pacientes chegam até nós já com os níveis graves da doença”, diz.
A enfermeira ainda explica que a tuberculose infecta pessoas em todos os países do mundo, tanto ricos como pobres. “Mas a pobreza, desnutrição, más condições sanitárias e alta densidade populacional são fatores que contribuem para que o agravo se dissemine e se transforme em doença”, ressalta.
Média
Em Caçador, durante os últimos anos, a média tem sido de 20 casos diagnosticados por ano. Em 2007, 12 casos foram apresentados pela Secretaria Municipal de Saúde.
Estatísticas
2001 – 19 casos
2002 – 23 casos
2003 – 26 casos
2004 – 24 casos
2005 – 16 casos
2007 – 12 casos
2008 – (jan. a março) – 04 casos
91% casos pulmonares
Profissionais capacitados
Médicos, enfermeiros e farmacêuticos da Secretaria Municipal de Saúde participaram na tarde desta terça-feira, 11, de uma capacitação oferecida pela Prefeitura de Caçador, através da Vigilância Epidemiológica, sobre a “Controle da Tuberculose”. Dia 24 de março é o Dia Mundial de Combate a esta doença, onde o Brasil apresenta 80% dos casos mundiais.

Ainda segundo a coordenadora de Epidemiologia, nos últimos anos, o Brasil e o mundo vêm ampliando os esforços para o controle da tuberculose, que continua sendo um importante e grave problema de saúde pública, essencialmente em função do aparecimento da Aids, do aumento do processo migratório e da pobreza.
Os índices da doença, que diminuíam gradativamente na década de 80, voltaram a crescer nos anos 90. “As estatísticas estão diretamente associadas ao também risco de aparecimento de bacilos resistentes, exigindo ação firme e articulada para o seu controle, com a adoção da estratégia de tratamento como forma de aumentar a detecção de casos, de assegurar a cura de todos os doentes, de reduzir o abandono do tratamento e evitar o aumento da chamada resistência medicamentosa”, comenta Paula, durante abertura da capacitação.





