Quatro caçadorenses foram selecionados para participar das próximas etapas do projeto de teatro Outra Visão. Tânia Farinon, Hélio Pires, Stéffani Peres e Gustavo Zardo, acompanhados da professora Lucinei Paes, estarão no Rio de Janeiro de 20 de março a 27 de abril, participando de oficinas teatrais.

Gustavo, Steffani, Tânia e Hélio
O projeto é uma parceria entre a Prefeitura de Caçador, prefeituras de cidades Alemãs e Funarte (Fundação Nacional da Arte). O prefeito Saulo Sperotto deve ser recebido pelo presidente da Funarte, Celso Frateschi, no final de abril, quando também estará acompanhando o resultado do trabalho dos caçadorenses no Rio de Janeiro.
Como incentivo a produção teatral, Frateschi disponibilizou espaço na Casa Funarte Paschoal Carlos Magno para a equipe caçadorense ficar hospedada durante o período de curso. O Teatro Duse, em anexo a Casa Paschoal Carlos Magno, foi o local escolhido para as apresentações no final de abril.
Durante este período, os alunos do Rio de Janeiro e de Caçador estarão estudando poesias e textos literários de escritores caçadorenses, cariocas e alemãs. O objetivo é divulgar para o Brasil e para o mundo, também a beleza e grandeza cultural de Caçador.
Segundo o prefeito Saulo Sperotto, é um orgulho ver os alunos caçadorenses se destacando e participando de intercâmbios culturais com outros países. O último ano que se tem notícia de catarinenses que ocuparam este espaço foi em 1991, quando diretores participaram do “Mergulho Teatral”, projeto da Funarte para oportunizar contatos entre profissionais.
Para a professora Lucinei, Caçador se destaca e sai na frente em nível de Estado, quando o assunto é teatro. “É um momento de grande importância histórica para o teatro caçadorense e catarinense, o fato dos nossos alunos se hospedarem neste espaço muito prestigiado por artistas nacionais e internacionais. Muitos atores globais já passaram por lá”, fala a professora Lucinei.
Os caçadorenses terão acesso ao cinema, aos projetos e peças teatrais da Funarte e outros, além de estarem em contato com artistas e visitando diversos pontos culturais do Rio de Janeiro.
Cultura
Sperotto comenta que a cultura de Caçador vem sendo resgatada pela Fundação Municipal de Cultura, que desenvolve diversas ações, além das obras da administração municipal, como a transformação na Rede Ferroviária que estava desativada, a Vila das Etnias no Parque das Araucárias e outra.
Também fazendo parte do projeto de cultura de Caçador, a intenção do prefeito é angariar recursos para transformar a antiga cancha de laço no Parque das Araucárias em um Teatro Municipal de Arena, incluindo no projeto de reestruturação que a prefeitura está fazendo no Parque. O projeto arquitetônico do Teatro Municipal já foi concluído pelo Instituto de Planejamento Urbano de Caçador.
A seleção
A fase Caçador aconteceu durante todo o mês de janeiro, quando foi realizado curso para 27 alunos. O tema principal do curso foi o teatro brasileiro, que também tratado na seleção, feita pelo professor Marcos de Souza, durante o último final de semana em
Caçador.
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Tânia e Gustavo
Segundo Marcos, o teste seletivo foi dividido em três etapas, teórica, oral e prática. O professor e idealizado do projeto disse que a prova de conhecimentos gerais contou mais pontos. “É onde vemos a capacidade de refletir e a visão de mundo dos alunos”, afirma Marcos.
Os alunos selecionados alcançaram a nota 7, considerada nota mínima. Apenas as notas dos alunos selecionados foram divulgadas. A seleção foi feita pelos professores Marcos e Lucinei.
O projeto
O projeto Outra Visão, iniciou-se em Caçador no ano de 2006 quando se realizou a primeira oficina de teatro em Caçador. Em maio de 2007 foi firmada uma parceria com a Prefeitura Municipal de Caçador e a UnC, também o SESC Rio e o Cine Santa Teresa. Em julho de 2007, foi realizada a abertura oficial do Projeto Outra Visão na cidade de Caçador que culminou com a montagem da performance teatral “Relatos e Memórias Contestadas – Um Delírio Poético”, apresentada gratuitamente na Fundação Municipal de Cultura desta cidade.

Em setembro de 2007, foi realizada uma oficina de Teatro em Lages em parceria com o SESC Santa Catarina. O projeto Outra Visão é de autoria do ator, diretor e professor de teatro Marcos de Souza, que desenvolve trabalhos nesta área no Brasil, no Rio de Janeiro, e na Alemanha, onde reside há 14 anos.
Reestruturação do Projeto
Em novembro de 2008, o projeto Outra Visão passou por uma reestruturação, alcançando um novo conceito, no que diz respeito a parcerias. Entidades particulares Não mais poderão encabeçar o projeto, ficando desta forma assim organizado: Marcos de Souza, Prefeituras Alemãs, Prefeitura de Caçador e Funarte.
Outras etapas
Além de estarem em março e abril no Rio de Janeiro, os participantes do projeto estarão novamente no Rio em julho e agosto, ensaiando uma peça de teatro em alemão, que será apresentada no Rio de Janeiro e na Alemanha, finalizando o intercâmbio cultural.
Casa Paschoal Carlos Magno e o Teatro do Estudante do Brasil (TEB)
Criado por Paschoal Carlos Magno, o Teatro do Estudante do Brasil tem seu ponto alto com a montagem de Hamlet, de William Shakespeare, em 1948, que coroa a iniciativa em prol da preparação técnica do ator e do teatro feito mais pelo amor que pelo dinheiro.
Inaugurado em 1938, o Teatro do Estudante do Brasil, TEB, se dedica a montagens de grandes autores nacionais e estrangeiros. A realização de maior vulto do TEB é a formação de elencos para a apresentação de espetáculos em lugares públicos da cidade. Em 1953, Paschoal Carlos Magno consegue 15 caminhões e os transforma em teatros ambulantes, realizando 500 apresentações.
A Casa Paschoal Carlos Magno no Rio de Janeiro era a moradia da família de Magno, que disponibilizou o espaço para incentivo para jovens estudantes se dedicarem ao teatro e às artes cênicas.





