O assunto mais comentado durante a sessão desta segunda-feira na Câmara de Caçador foi a demora pra se chamar os aprovados no Concurso Público para a Guarda Municipal e a denúncia de que outras pessoas estão ocupando as vagas existentes. Das 30 vagas abertas pelo edital, apenas doze foram chamados até o momento. Ontem, um representante do grupo dos 18 que não foram chamados ocupou a tribuna, pedindo apoio do Legislativo para resolver a situação.
Com um documento bem elaborado, Gustavo Pedroti Boscari fez um relato de todo o processo, desde o edital do concurso, até recortes de matérias e denúncias de irregularidades, salientando que a manifestação não tinha nenhum caráter político partidário. “É nosso direito, pois nos preparamos para o concurso, nos preparamos e passamos de forma justa e honesta e temos direito nas vagas”, definiu em nome de todos. Uma cópia do documento foi entregue para cada vereador e para profissionais da imprensa presentes.

O vereador Alcedir Ferlin (PMDB) disse que estudou leis semelhantes em outras cidades e constatou que apenas aqueles que passaram no concurso podem vestir a farda da corporação e que a situação pode acarretar prejuízos ao Município. “Eles tiveram que passar por vários testes físicos, psicológicos e conhecimentos para conseguirem as vagas”, destacou. Jorge Savi (PPS) destacou a dificuldade das provas e que não é justo que estas pessoas não assumam as funções.
Gilberto Comazzetto (PMDB) comentou que ninguém estará fazendo um favor a eles quando forem chamados, pois trata-se de um direito adquirido pelos mesmos. Telmo Francisco da Silva (PP) destacou que o prefeito Saulo Sperotto (PSDB) está quebrando vários paradigmas e que já resolveu várias situações importantes, acrescentando que fará a mesma coisa na Guarda Municipal.
O vereador Marcos da Silva Creminácio (PT) afirmou que seria a mesma coisa que os 15 ex-vereadores não aceitassem deixar os cargos, abrindo espaço para os que se elegeram. O líder do prefeito, José Carlos Pereira dos Santos (PP), afirmou que já conversou sobre o assunto com Saulo Sperotto e que nos próximos dias deverá chamar mais um grupo, para que assuma as funções na instituição.
O vereador Antonio Gilberto Gonçalves (PT) pediu ao líder do prefeito que não deixe que aconteçam retaliações ou perseguições, porque os concursados estão buscando seus direitos. “Se o problema é adequação financeira, que se retirem os contratados e com a verba chamem os concursados”, declarou. José Carlos (PP) afirmou que não haverá perseguição, mas cada um deve ser responsável e honrar a farda.
Ao final, o presidente em exercício Deoclides Sabedot (PMDB) fez uma denúncia, afirmando que dias atrás durante uma aula do curso de qualificação, um servidor da Prefeitura deixou bem claro que eles deveriam pensar bem no que iriam fazer, pois teriam que passar pelo estágio probatório para se efetivarem. “Isso não pode acontecer, pois foi uma ameaça velada contra estas pessoas que apenas querem que se cumpra a Lei”, finalizou.





