Catedral São Francisco de Assis recebeu mais de R$ 70 mil em infra-estrutura
Os olhos do padre Valmor de Deus brilham ao entrar na Catedral São Francisco de Assis, que recentemente passou por reformas. Ele é pároco na igreja, que tem 49 anos e levou 20 para ficar pronta. Não é à toa, já que toda a estrutura fora construída com tijolos deitados e as paredes têm quase um metro de largura. “São construções feitas para durar a vida toda”, diz.

Ao todo, foram investidos cerca de R$ 70 mil, na pintura superficial e em algumas modificações nas sacristias e presbitério. “Eram obras necessárias, já que há muitos anos não havia uma reforma na estrutura”, afirma o padre, salientando que a verba veio toda de doações e promoções feitas pela secretaria da Catedral. “O trabalho foi feito com o dinheiro da comunidade, para preservar um bem que é da comunidade”.
No presbitério, a visão já é outra. No lugar da antiga forração verde, foi colocado um granito, branco, que deixou o ambiente mais claro. As sacristias foram inteiras reformadas. Ao todo, nesta etapa, foram investidos R$ 38 mil.

Já na pintura das colunas e de outros detalhes superficiais, foram gastos R$ 20 mil e na reforma dos armários, R$ 12 mil. “Tudo isso era necessário para manter esta imensa obra e deixar as coisas mais práticas para as pessoas que vêm até aqui”, afirma Valmor.


Colunas foram pintadas

Armários foram trocados
O padre lembrou ainda que, além de ser a Casa de Deus, a catedral é o cartão postal do município. “Trata-se de um ponto turístico”.
Restauração é objetivo
O padre Valmor não esconde a sua vontade de ver a Catedral restaurada. Os trabalhos que foram realizados foram apenas superficiais, não atingindo as pinturas internas nem as formas que dão a beleza ao imenso prédio. “Precisaríamos de muito tempo para isso, mas é uma ação necessária”, diz, salientando que, “no entanto, o investimento é muito alto para isso”. “No mínimo R$ 500 mil”.


Todos os detalhes tem que ser restaurados com o trabalho de especialistas
Ele ainda recorda que em 1985, foi feita uma restauração e que o trabalho é muito delicado. “Lembro que as janelas eram retiradas e levadas para Curitiba para uma pessoa especializada recuperar as pinturas”, completa Valmor.
Infiltração é problema
Valmor de Deus ainda destaca que um dos grandes problemas da catedral são as infiltrações e por isso as reformas precisam acontecer constantemente. “Como na época não havia tanta tecnologia na construção, os materiais utilizados são muito bonitos, mas nunca se pensou que a água pudesse infiltrar. Trata-se de um material áspero, onde não há escoamento da água e sim, ela se mantém ali”, explica.

Só que ele garante: “Não há como mudar essa estrutura, adaptar. É isso que deixa a nossa catedral linda como ela é”, afirma, salientando que o que tem a se fazer é ir manter a construção.
Telhado e fiação são as próximas reformas
O telhado e a fiação elétrica são as próximas reformas nos planos do padre Valmor. Segundo ele, os fios nunca foram trocados, desde que a catedral foi construída. Mesmo não apresentando risco, segundo os eletricistas, o material utilizado na época, com revestimento de pano, deixa escapar muita energia, fazendo aumentar o gasto.
“Temos que sempre manter todas as luzes acesas e, mensalmente, gastamos cerca de R$ 800,00 com isso. Esperamos que com a troca, haja uma economia”, assinala, lembrando que até mesmo algumas lâmpadas não funcionam algumas vezes por causa deste problema.

Quanto ao telhado, o padre destaca que também terá que ser trocado. “Algumas obras foram feitas, mas com o tempo, a substituição e reformas são necessárias”, enfatiza.
A confiança do padre Valmor é de que projetos encaminhados para a Secretaria de Desenvolvimento Regional e a Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Turismo sejam aprovados. “Como trata-se de um local que atrai turistas, encaminhamos nossos projetos esperando recursos do Funturismo e esperamos que haja uma atenção especial quanto a isso”, diz, revelando que foram solicitados R$ 200 mil, que terão a contrapartida da catedral.
“Se não conseguirmos a aprovação, vamos fazendo aos poucos, com as contribuições e promoções feitas, contando sempre com o apoio da comunidade”, ressalta o padre Valmor, mostrando que a sua idéia é manter a catedral sempre em ordem.
Quem foi São Francisco de Assis
A imagem que fica ao fundo da abóbada sobre o presbitério resume exatamente quem foi São Francisco de Assis, inspirador do nome da catedral. “Ele era o protetor dos animais. Por isso, ele está com um lobo e uma ovelha na pintura”, destaca o padre Valmor, afirmando que segundo a história, São Francisco até conversava com os animais.

Tanto é que, no dia 4 de outubro, dia do Santo, normalmente são dadas bênçãos aos animais. “É uma tradição”, salienta o padre.
História
O "pobrezinho de Assis", como Francisco era chamado, foi uma criatura de paz e de bem, terno e amoroso. Amava os animais, as plantas e toda a natureza. Poeta, cantava o Sol, a Lua e as Estrelas.
Sua alegria, sua simplicidade, sua ternura lhe granjearam estima e simpatia tais que fizeram dele um dos santos mais populares dos nossos dias.
Ficou conhecido como o protetor dos animais e, em 1979, foi proclamado pelo Papa João Paulo II como o "Santo Patrono dos Ecologistas".





