Castanheiro colocou injeção eletrônica em motor original de Opala
Um apaixonado por Opalas. Assim, o policial militar César Castanheiro define o seu gosto pelo automóvel. Para completar, ele é o presidente e fundador do Opala Clube de Caçador.
Não bastasse isso, ele ainda conseguiu um feito inédito: trocou o carburador do motor do seu Opala 86, por injeção eletrônica. “Acredito que seja o único de Santa Catarina”, diz, entusiasmado.

Castanheiro conta que, sempre que tem tempo, gosta de inventar as coisas no seu Opalão. “Um certo dia, falei por acaso com o Jean Piva se ele me vendia um kit de injeção eletrônica de uma Silverado que o Paulinho, da Mecânica Ipanema, tinha tirado de um motor de teste que eles tinham na empresa para fazer teste nas bombas, já que como não deu certo, foi tirado e sobrou todo o kit”, conta.
Ele lembra que se surpreendeu quando Piva disse para ele passar e testar no Opala. “Pensei que ele cobraria, mas quando cheguei lá, ele me deu todo o kit, até o cabeçote, pois sem isso não funcionaria o sistema”, afirma.
A montagem
Depois que pegou o kit, Castanheiro conta que levou para o Paulinho. “Como ele é doente por Opala como eu, perguntei se dava certo e ele me disse que sim”, destaca Castanheiro, lembrando que só “não sabíamos o que iríamos passar com aquela loucura”.

Então, numa segunda-feira, diz ele, eu levei o carro funcionado redondinho para a oficina e começamos a desmontar. “Sobrou muita coisa”, recorda Castanheiro, afirmando que no começo, foi muito fácil, mas quando a montagem foi sendo iniciada, os problemas começaram a surgir.
Os problemas
“Primeiro, foi o freio que tem o sistema de vácuo e não tinha espaço para colocar. Tivemos que deixar de lado para depois darmos um jeito”, diz, afirmando que a instalação elétrica também foi um problema.
“Depois disso, surgiu um problema maior ainda: No motor da Silverado tem um sensor, que vai ao comando de válvula e no Opala não existia. Começamos a quebrar a cabeça e fomos até o Júnior, um cara fera em injeção eletrônica, que nos ajudou a utilizar um distribuidor do motor antigo”, diz Castanheiro, afirmando que “mesmo assim, não funcionou”.
“Nós já estávamos na terceira semana de trabalho e nada do motor funcionar”, fala, contando que surgiu a idéia de testar todas as peças em um outro motor. “Usamos o motor da Caravan do Marcelo Piana (Gargamel), já que é de um Omega 4.1. Só que para nosso desânimo e estranheza, todas as peças funcionaram perfeitamente”.
O funcionamento
Castanheiro diz que começou, então, apelar para os amigos, “até conversar com o Denílson, da Eletro Dínamo”. “Ele analisou o motor e disse que poderia ser o sensor de rotação que estava muito longe. O engraçado é que o longe que ele falava era de 0,06mm de distância. Acertamos esse problema e o motor funcionou, depois de quatro semanas”, comenta.
“Foi um investimento de mais de R$ 1 mil, 33 dias de trabalho e muita dor de cabeça, mas o prazer de abrir o capo do meu carro e ver aquela injeção e dizer pros meus amigos que fui eu e o Paulinho que montamos, não tem preço”, acrescenta Castanheiro.

Além de aumentar a potência do Opala, que ficou com 180 cv, ainda Castanheiro ganhou em economia. “Quero agradecer de coração o Paulinho da Mecânica Ipanema, o Jean Piva, das Bombas Triglau, o Denílson da Eletro Dínamo, o Junior, técnico em eletrônica e o Gargamel”, finaliza Castanheiro.





