3 de outubro de 2026
Opala

Um sonho realizado!

Castanheiro colocou injeção eletrônica em motor original de Opala

Por Caçador Online

Castanheiro colocou injeção eletrônica em motor original de Opala

Um apaixonado por Opalas. Assim, o policial militar César Castanheiro define o seu gosto pelo automóvel. Para completar, ele é o presidente e fundador do Opala Clube de Caçador.

Não bastasse isso, ele ainda conseguiu um feito inédito: trocou o carburador do motor do seu Opala 86, por injeção eletrônica. “Acredito que seja o único de Santa Catarina”, diz, entusiasmado. 

Castanheiro conta que, sempre que tem tempo, gosta de inventar as coisas no seu Opalão. “Um certo dia, falei por acaso com o Jean Piva se ele me vendia um kit de injeção eletrônica de uma Silverado que o Paulinho, da Mecânica Ipanema, tinha tirado de um motor de teste que eles tinham na empresa para fazer teste nas bombas, já que como não deu certo, foi tirado e sobrou todo o kit”, conta.

Ele lembra que se surpreendeu quando Piva disse para ele passar e testar no Opala. “Pensei que ele cobraria, mas quando cheguei lá, ele me deu todo o kit, até o cabeçote, pois sem isso não funcionaria o sistema”, afirma.

A montagem
Depois que pegou o kit, Castanheiro conta que levou para o Paulinho. “Como ele é doente por Opala como eu, perguntei se dava certo e ele me disse que sim”, destaca Castanheiro, lembrando que só “não sabíamos o que iríamos passar com aquela loucura”.

Então, numa segunda-feira, diz ele, eu levei o carro funcionado redondinho para a oficina e começamos a desmontar. “Sobrou muita coisa”, recorda Castanheiro, afirmando que no começo, foi muito fácil, mas quando a montagem foi sendo iniciada, os problemas começaram a surgir.

Os problemas
“Primeiro, foi o freio que tem o sistema de vácuo e não tinha espaço para colocar. Tivemos que deixar de lado para depois darmos um jeito”, diz, afirmando que a instalação elétrica também foi um problema.

“Depois disso, surgiu um problema maior ainda: No motor da Silverado tem um sensor, que vai ao comando de válvula e no Opala não existia. Começamos a quebrar a cabeça e fomos até o Júnior, um cara fera em injeção eletrônica, que nos ajudou a utilizar um distribuidor do motor antigo”, diz Castanheiro, afirmando que “mesmo assim, não funcionou”.

“Nós já estávamos na terceira semana de trabalho e nada do motor funcionar”, fala, contando que surgiu a idéia de testar todas as peças em um outro motor. “Usamos o motor da Caravan do Marcelo Piana (Gargamel), já que é de um Omega 4.1. Só que para nosso desânimo e estranheza, todas as peças funcionaram perfeitamente”.

O funcionamento
Castanheiro diz que começou, então, apelar para os amigos, “até conversar com o Denílson, da Eletro Dínamo”. “Ele analisou o motor e disse que poderia ser o sensor de rotação que estava muito longe. O engraçado é que o longe que ele falava era de 0,06mm de distância. Acertamos esse problema e o motor funcionou, depois de quatro semanas”, comenta.

“Foi um investimento de mais de R$ 1 mil, 33 dias de trabalho e muita dor de cabeça, mas o prazer de abrir o capo do meu carro e ver aquela injeção e dizer pros meus amigos que fui eu e o Paulinho que montamos, não tem preço”, acrescenta Castanheiro.

Além de aumentar a potência do Opala, que ficou com 180 cv, ainda Castanheiro ganhou em economia. “Quero agradecer de coração o Paulinho da Mecânica Ipanema, o Jean Piva, das Bombas Triglau, o Denílson da Eletro Dínamo, o Junior, técnico em eletrônica e o Gargamel”, finaliza Castanheiro.

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