Uma aldeia indígena itinerante ficará 15 dias em Caçador para a venda direcionada de raízes, cascas e plantas para fins medicinais.

Cacique Terebe com os demais integrantes da comunidade
indígena que ficará em Caçador durante 15 dias
No Loteamento Jung, numa área na entrada do bairro Martello, há dois dias estão índios da região de Dourados-Mato Grosso do Sul. Segundo o cacique Evaldo Terebe, eles fazem parte da etnia Tupi e Guarani e realizam peregrinações de cidade em cidade para divulgar e comercializar ervas medicinais. "Trabalhamos com 64 qualidades de remédios para os rins, fígado, diabetes, bronquites asmáticas, problemas de coluna, para os nervos e outros problemas", divulga o cacique que está em Caçador com a família.
Ele conta que sua comunidade indígena é independente e tem no comércio de ervas medicinais uma maneira de ajudar as pessoas e conhecer outras regiões. "Quero conhecer todo o estado de Santa Catarina. Depois vamos para o Rio Grande do Sul e depois para o Uruguai", comenta.
De acordo com Terebe, a indícação de qual remédio natural serve para determinada doença ele aprendeu com seus pais e avós no Mato Grosso do Sul. "Há mais de 40 anos faço isso", cita. "Sou um bugre que reconhece a doença pelas unhas das pessoas", completa.
Entre as ervas medicinais ofertadas pelos índios estão: velame roxo, pau ferro, casca de maracujá, cabeça de nego, jurê - este último indicado para impotência sexual- além de outros tipos. "Não cobramos consulta. Cobramos apenas uma taxa para nos manter, comprar comida", afirma o índio.





