A situação do Assentamento Putinga, que fica na divisa entre os municípios de Caçador e Calmon, motivou uma reunião na tarde de ontem na Câmara de Caçador, entre representantes dos poderes legislativo e executivo das duas cidades e Secretaria Regional, que esteve representada pelo diretor geral Francisco Stefanes. O impasse foi gerado depois de levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE, apontando que 30 famílias estão em território caçadorense.

O encontro foi solicitado pelo presidente da Câmara de Calmon Joacir Piovesana, durante conversa com o vereador Antonio Gilberto Gonçalves, presidente do legislativo de Caçador, com o objetivo de encontrar uma solução. A Prefeitura de Calmon esteve representada pelo prefeito João Batista De Geroni e a de Caçador pelo vice-prefeito Lucir Telmo Christ, convocado pelo líder do prefeito na Câmara, vereador José Carlos Pereira dos Santos.
Segundo os vereadores e o prefeito de Calmon, todos os atendimentos são realizados com recursos daquele Município, mas que se uma solução não for encontrada, isso deixará de acontecer, obrigando Caçador a assumir com a responsabilidade. “Na prática aquela localidade pertencia primeiro para Matos Costa e depois passou para Calmon. Temos Escola e Posto de Saúde no local e até um vereador foi eleito pela localidade”, afirma De Geroni.
Caso não possa ser dado um encaminhamento, ele cita vários problemas que podem surgir a partir de 2008, como transporte escolar, matrículas e conservação das estradas no local. O Presidente da Câmara de Caçador salientou que o importante é atender a comunidade e fazer sua vontade, mas que será necessário cuidado para que tudo seja feito dentro dos trâmites legais. Uma pesquisa foi realizada e os moradores optaram em pertencer para Calmon.
O Vice-Prefeito Lucir Christ declarou que irá repassar a situação ao Prefeito Saulo Sperotto nessa terça-feira, pois talvez seja necessário realizar um plebiscito ouvindo toda comunidade, para que a decisão tenha amparo legal. O Diretor Geral da SDR, Francisco Stefanes, mencionou que quando foi Secretário de Agricultura de Caçador em 1987, já se considerava aquela localidade como pertencente a Matos Costa.
Outra reunião deverá acontecer na próxima semana com a presença dos prefeitos e vereadores dos dois Municípios, para buscar uma solução definitiva para o impasse. Segundo De Geroni, até o mês de janeiro ele irá manter o atendimento normalmente, mas se a situação não for revista, deixará para que a Prefeitura de Caçador efetue o atendimento.





