Produtos de fabricação caseira não tinham regulamentação para serem comercializados
Em uma ação conjunta entre Vigilância Sanitária, Cidasc, Promotoria e Polícia Militar, foram apreendidos na tarde desta quarta-feira, produtos que estavam sendo comercializados sem autorização na Feira do Produtor Rural, no Centro de Caçador. Leite, queijo, pão, doces, conservas, banha, biscoitos, entre outros, foram recolhidos e encaminhados ao aterro sanitário.

Segundo a responsável pela Vigilância Sanitária Municipal, Cristina Amaral, a fiscalização já vem sendo realizada constantemente. “É uma ação conjunta a pedido da Promotoria e que vem acontecendo a cada dois meses. Estamos passando inclusive em grandes supermercados, mercearias e fruteiras”, diz a técnica, comentando que a ação vai continuar em outros locais.
Na Feira, Cristina comenta que poucas barracas não tiveram produtos apreendidos. “São produtos que não tem autorização para serem vendidos e é nosso trabalho fazer esse controle para termos uma alimentação de qualidade. Não há informações sobre a procedência, não sabemos como estão sendo feitos, se as embalagens são higienizadas ou não. Isso pode colocar em risco a saúde da população”, explica.

De acordo com o promotor Osvaldo Cioff Júnior, a ação visa garantir o direito do consumidor e contribuir para a manutenção da saúde pública. “Tudo deve ser regularizado de acordo com os órgãos competentes” acrescenta.

Comerciantes lamentam perda dos produtos
Ivone Freitas Pereira comercializa pães, broas, doces e biscoitos há oito meses na Feira do Produtor Rural. Ela ficou surpresa com a apreensão de todos os produtos da sua barraca. “Falaram que não está regularizado porque não teve vistoria do local que eu faço os produtos. Mas eu faço com o maior cuidado na minha casa, e é por isso que as pessoas procuram e compram”, conta.

A comerciante afirma que já procurou orientação para legalizar a produção, mas desistiu pelo alto valor dos encargos. “O que eles pedem é um absurdo. Se for pra pagar tudo isso eu abro uma porta de comércio. Deveria ter uma cooperativa que pudéssemos vender nossos produtos”.
Antônio Marcos Palhano, proprietário de uma barraca de pastel, foi informado de que não poderá mais comercializar na Feira. “Falaram que não posso manipular alimentos sem pia, mas eu nunca vi pia na feira”, questiona Palhano. Uma das barracas mais procuradas pelo público há mais de um ano, poderá trocar a feira por um estabelecimento de tele entrega de pastel, revela o comerciante.





