3 de outubro de 2026
Inclusão digital

Alunos da Esperança vão receber notebooks

Por Caçador Online

A inclusão digital tem se tornado uma das maiores políticas públicas desenvolvidas no país. O acesso ao mundo digital é fundamental para que a criança de hoje tenha um futuro mais promissor e com expectativa de ser absorvido pelo mercado cada vez mais competitivo.

Pensando nisso, e aproveitando a presidência da União Nacional dos Dirigentes Municipal de Educação (Undime), que o secretário Municipal de Educação Itamar Fávero contemplou a cidade de Caçador com o Projeto Um Computador Por Aluno (UCA), desenvolvido pelo Ministério da Educação (MEC).

“Apenas quatro cidades de Santa Catarina foram contempladas com o Programa, que visa dentro da perspectiva educacional ir além da inovação tecnológica e buscar a inovação na operacionalização didático-pedagógica”, frisa ele.

Trabalhando na implantação do Programa, que contemplou neste primeiro momento a Escola Municipal de Educação Básica Esperança, os coordenadores do Programa em Caçador Airton Carlos Leite e Márcio Coelho estarão em Brasília participando da primeira reunião técnica sobre o assunto.

“Até o momento o Programa estava sendo executado em apenas cinco escolas públicas do Brasil (São Paulo, Porto Alegre, Brasília, Palmas e Piraí) e após a abertura da possibilidade do UCA ser implantado em outras cidades a intervenção da presidência da Undime, na figura do secretário Itamar, foi fundamental para Caçador ser contemplada”, destaca Leite.

Em Brasília, os coordenadores irão conhecer o funcionamento do projeto, acompanhar a experiência das cidades em que o UCA já atua, além de trazer o Termo de Adesão e apresentar a contra partida que o município irá fornecer ao Programa. “Esperamos que até o ano letivo de 2008 os cerca de 500 computadores portáteis, como também o sistema e a infra-estrutura da Escola, já estejam disponíveis para que o projeto seja inicializado”, salienta Leite.

Para Fávero, essa é uma forma de trazer para Caçador, para a nossa realidade, a inclusão digital. “Isso implica diretamente no processo de ensino e aprendizagem do aluno e o UCA é um programa educacional que deverá se pautar na construção da autonomia, na inclusão e no respeito à diversidade”, finaliza Itamar.

Diretora da Escola Esperança, contemplada com o UCA, Ivonete Aparecida D’Agostini, comemorou a implantação do UCA. “A maioria dos alunos da escola não têm acesso à informática. Eles utilizam, quando necessário, o computador na sala dos professores e têm um contato mais direto somente quando são levados à Casa da Cultura, onde usam a estrutura. Achei ótimo o programa que vem a ajudar e contribuir na aprendizagem dos nossos alunos”, relata ela.

O projeto
O UCA foi iniciado em 2005 e a partir desse ano foram realizadas visitas técnicas a experimentos de uso do laptop na educação em outros países, sucederam-se discussões em várias reuniões técnico-pedagógicas e fóruns ao longo do ano de 2005, 2006 e 2007, e foram desenvolvidos estudos em centros de pesquisa nacionais de validação e de viabilidade, sob diferentes perspectivas industriais, tecnológicas, econômicas com computadores móveis de características especiais para a educação.

Para a implantação, centros de pesquisa fizeram análises e validação dos protótipos e constataram que seria necessário obter os requisitos de preenchimento pedagógicos e funcionais definidos pelo MEC. A Rede Nacional de Pesquisa junto com seis universidades estudaram sobre a utilização de redes sem fio, onde cada dispositivo cumpre a função de transmissão e recepção o que permitiu o acesso ao conteúdo educacional e à Internet utilizando a infra-estrutura da rede da escola.

A decisão, então, pela incorporação do laptop educacional à educação brasileira pende para o lado pedagógico.

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