Em decomposição. É exatamente assim que se encontram os dois vagões e a locomotiva, que estão parados ao lado do Museu do Contestado. As partes de madeira estão apodrecendo por causa da falta de manutenção e as de ferro, sendo destruídas pela ferrugem.




No entanto, os custos para uma restauração são muito altos. O historiador Julio Corrente, presidente da Associação Amigos do Museu, revela que os levantamentos para todo esse trabalho já foram feitos. “Entramos em contato com algumas empresas e os valores chegam a quase R$ 1 milhão e nós não temos condições financeiras para viabilizar isso”, afirma.

Para deixar os vagões com as características originais, os custos seriam de aproximadamente R$ 380 mil. Já para a locomotiva, passam de R$ 500 mil, mas isso apenas para a parte da estrutura. “Não há possibilidade de deixar o trem em condições de se movimentar, pois os custos são mais altos ainda”, revela Corrente.

O projeto para que a restauração seja realizada já foi apresentado ao secretário Valdir Cobalchini, da Secretaria Regional. “Além disso, estamos buscando também verbas junto ao Ministério da Cultura, para que possamos efetivar o projeto”, explica o historiador.
Trem poderá ter visitação interna
Se o projeto de restauração dos vagões e da locomotiva se viabilizar, existe uma idéia de se abrir para que haja visitação ao interior dos vagões. “Não há nada confirmado, mas há possibilidades de que isso venha acontecer se a reforma for feita”, salienta Michele Chapievisky Fendt, administradora do Museu.

Ela salienta que um dos vagões é de passageiros que tem ainda todos os equipamentos de viagem. “As pessoas poderão ver como era sair de um local e ir para outro dentro de um vagão de trem”, destaca, afirmando que o outro vagão poderia ser transformado em um local para estudos.





