3 de outubro de 2026
Prevenção

Teste da orelhinha feito em mais de mil crianças de Caçador

Por Ass. Imp. Banco Santander

Caçador é uma das primeiras cidades no País a ter infra-estrutura para fazer esse teste. 18% dos bebês não foram aprovados

A Associação de Pais e Amigos de Surdos (Apas), de Caçador, em parceria com o Banco Santander, fez mais de 1.100 “testes da orelhinha”, diagnóstico precoce de deficiência auditiva em recém-nascidos, como parte do “Programa de Triagem Neonatal”, iniciado em agosto do ano passado. Os testes foram feitos em bebês da Maternidade Jonas Ramos e do Hospital Maicé.

Caçador foi a sexta cidade a ter, em seu sistema público de saúde, infra-estrutura para fazer esse teste. Os recursos necessários foram doados pelo Santander, por meio de parceria com o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente – CMDCA. Nos testes, não foi detectado nenhum caso de surdez, mas 239 crianças necessitaram de reteste e foram encaminhadas a um otorrinolaringologista ou pediatra, por apresentarem algum tipo de problema.
“Na maioria dos casos em que a criança não passou no teste trata-se de uma obstrução no conduto auditivo (vérnix) ou infecção, que resulta em perda auditiva temporária. Mas, felizmente, não houve caso de perda auditiva neurosensorial, aquela em que é necessário o uso do aparelho auditivo”, explica Rosângela Jeronymo, fonoaudióloga da APAS. O teste é fundamental, mesmo para detectar infecções, que futuramente possam evoluir para um quadro de surdez.

A instituição fez, ainda, mais de 1900 triagens auditivas de crianças de 1ª a 3ª série de escolas municipais, mais de 130 atendimentos fonoterápicos (avaliação e terapia fonoaudiológica) e mais de 110 audiometrias em adultos. A Apas também prestou atendimento a 600 pessoas que convivem com deficientes auditivos, especialmente alunos da rede pública de ensino.
 
Diagnóstico precoce
 
O atendimento para o “Teste da Orelhinha” está disponível para todas as crianças nascidas na Maternidade Jonas Ramos e no Hospital Maicé (entre 90 e 100 crianças nascem por mês), em Caçador. Também é instrumento essencial para diagnóstico de problemas auditivos em crianças com comprometimento mental que não colaboram na realização de outros testes auditivos.

Formalmente conhecido como Teste de Emissões Otoacústicas, é o mais novo método nessa área e consiste na avaliação da integridade do ouvido interno (retirar auditiva) do paciente. Objetivo e simples, o teste não tem contra-indicações e o bebê não sente dor.

O diagnóstico precoce de problemas auditivos contribui para reduzir prejuízos sociais, afetivos e acadêmicos da pessoa com deficiência, visto que, em alguns casos, o tratamento médico pode restituir a audição. Além disso, quanto mais cedo for descoberto o problema, mais rápido poderão ser tomadas as providências necessárias como a adaptação de aparelho auditivo, estimulação precoce para aquisição da linguagem oral ou gestual, orientação familiar e escolar, etc. Entretanto, muitas vezes, só se percebe a deficiência quando a criança tem entre 2 e 4 anos, não responde a chamados e já apresenta dificuldades na fala.

Além de Caçador, a “Triagem Auditiva Neonatal Universal” já foi implantada no Rio de Janeiro (RJ), Florianópolis (SC), Araucária (PR), Jaraguá do Sul (SC) e Porto Alegre (RS).

Sobre a APAS

A Associação de Pais e Amigos de Surdos de Caçador atua desde 1998, oferecendo serviços às pessoas com limitação auditiva, entre eles educação infantil,  estimulação precoce, alfabetização de adultos, educação de jovens e adultos, ensino profissionalizante em informática e corte e costura industrial (malharia, bordado e tapeçaria),  ensino da Língua Brasileira de Sinais – Libras, apoio sócio-educativo, sessões de fonoaudiologia e orientação pedagógica.

Investimento social

Anualmente, o Santander destina 1% do Imposto de Renda devido pelo Banco aos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente (geridos pelos Conselhos Municipais), incentivo previsto em lei e ainda desconhecido ou pouco utilizado pelas instituições.
As parcerias entre o Banco e os Conselhos dos Direitos da Criança e do Adolescente, iniciadas em 2003, já permitiram a implantação de projetos sociais em várias cidades, prioritariamente, no Estado de São Paulo e na região Sul do País. Nesses quatro anos, os investimentos do Banco somaram cerca de R$ 2,5 milhões e beneficiaram mais de 10 mil crianças e adolescentes.

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