3 de outubro de 2026
Susto

Avião com rondonistas tem problemas

Caçadorenses estavam na aeronave que perdeu parte da fuselagem

Por Caçador Online

Caçadorenses estavam na aeronave que perdeu parte da fuselagem

Os 128 passageiros, entre eles, 15 caçadorenses, que estavam participando voluntariamente do Projeto Rondon, passaram momentos de angústia às 13h desta terça-feira, 24, quando o Boeing 707 da Força Aérea Brasileira (FAB) perdeu o revestimento da turbina número 1, que se desprendeu logo após a decolagem do Aeroporto de Cruzeiro do Sul, a 710 quilômetros da capital do Acre.

O grupo estava na região desde o dia 7, trabalhando com as populações da região. Estavam ainda no avião, mas 13 tripulantes.

A professora Marilena Loss Bier, coordenadora do Projeto Rondon que está em Caçador, conversou com o professor Nelton Baú, que está acompanhando o grupo, e ele afirmou que no momento em que os parafusos da fuselagem se soltaram, ele viu e avisou a tripulação. Os tripulantes então tranqüilizaram e explicaram o que havia ocorrido e que seria melhor retornar para a base militar do 61ºBIS.

“Mesmo com o enorme susto, todos estão tranqüilos. Na verdade, o pânico maior surgiu devido ao contexto que vive a aviação nacional neste momento”, enfatiza Marilena, afirmando que segundo Baú, o abalo maior surgiu entre alunos e professores de outras faculdades, onde alguns sofriam até mesmo de Síndrome do Pânico e passaram mal.

A peça caiu sobre um campo de futebol no Bairro da Cohab. O comandante do avião, major Stumbo, sobrevoou várias vezes a região do Vale do Juruá, para esvaziar o tanque de combustível. O avião é o mesmo usado pela presidência da República há muitos anos.

Inicialmente, a volta estava prevista para as 7h (hora local) de segunda-feira, mas o avião não recebeu autorização para decolar por conta da pane nos radares do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego 4 (Cindacta-4), de Manaus.

Ao meio-dia da segunda-feira, os controladores autorizaram o vôo, no entanto, um problema mecânico impediu a aeronave de levantar vôo. Pouco depois, o avião decolou, mas, em menos de uma hora o piloto teve de fazer o pouso de emergência. Moradores viram o revestimento da turbina cair do avião.

O superintendente da Infraero em Cruzeiro do Sul, Oswaldo Dílson, disse que o avião decolou às 12h57 sem aparentar nenhum problema. "Claro que se todos os dias têm aviões subindo e descendo e é lógico que a gente está sujeito a acidentes e incidentes; eu continuo achando que o transporte aéreo é um dos mais seguros", afirmou. O superintendente informou que não houve feridos.

Um avião Hércules procedente da Base Aérea de Manaus foi escalado para resgatar os rondonistas alojados no 61º BIS.

O grupo de Caçador saiu de Cruzeiro do Sul às 15h30, em um avião da Marinha. Eles seguem até Brasília, onde trocam de avião e depois vão até São Paulo, onde pegam um ônibus e se dirigem até Caçador.

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