Especialista destaca a capacidade de adaptação dos animais ao perímetro urbano
Quem passou pela Ponte da Avenida Barão do Rio Branco na manhã do último sábado, 30, se deparou com uma cena inusitada. Sete capivaras, incluindo três filhotes, andavam pela margem do Rio do Peixe, em pleno Centro de Caçador.

Segundo o coordenador do setor de meio ambiente da Prefeitura de Caçador, Júlio Mosqueta, estima-se que duas famílias de capivara habitam uma área que se estende aproximadamente da Ponte de Madeira até a Ponte de acesso ao Estádio Municipal.
Mosqueta, que também é presidente voluntário da Ong Gato do Mato, destaca a capacidade de adaptação que a espécie criou nos perímetros urbanos. “Enquanto outras espécies migraram, a capivara criou naturalmente uma resistência ao desequilíbrio ambiental das cidades, não só em Caçador, mas em outros municípios como Blumenau e Tubarão a presença desses animais é comum”, afirma.
O habitat das capivaras divide-se entre a água e a terra, sendo que seus hábitos são mais noturnos no ambiente urbano. Durante o dia normalmente vivem em tocas nas barrancas dos rios, entre a água e raízes de árvores. Sua alimentação é bastante diversificada, própria dos roedores, incluindo raízes, capim e ervas. “Nas cidades as capivaras acabam se alimentando bastante de restos de alimentos como frutas e verduras que acabam chegando até a margem do rio”, completa Mosqueta.





