3 de outubro de 2026
Inovação

Dia do Índio, com índios, no Marcos Olsen

Família de uma tribo Kaigang, vindos do PR, participaram de evento no Colégio

Por Caçador Online

Como vivem os índios da Região hoje? Eles ainda mantém os seus costumes, como caçar com arco e fecha? Como se vestem? Estas eram algumas das indagações dos alunos do Colégio Cenecista Marcos Olsen, diante da chegada do Dia do Índio. Para sanar as suas dúvidas e fazer um trabalho diferente a respeito dos primeiros povos que viveram em nossa Região, índios da tribo Kaigang, vindos do Paraná, estiveram na instituição, durante a tarde desta quinta-feira, 19.

Expressões como “eles estão com roupas normais”, ou ainda, “eles não têm arcos e flechas nas mãos e nem estão pintados”, mostram como os alunos reagiram ao verem que a cultura que eles tanto estudam está modificada. “Sempre lembramos o Dia do Índio da maneira tradicional, mas neste ano, depois de conhecermos um pouco da história dessa família, resolvemos mudar”, destaca a diretora do Colégio, Neusa Pelegrini.

Ela ainda enfatiza que a decisão veio depois que uma visita feita pelos alunos, para cadastrar crianças carentes, aconteceu nas proximidades da antiga Cibrazem. “Nunca imaginávamos que essas pessoas viviam em condições subumanas, sem moradia, vivendo ao lado de um barracão, tendo falta de comida, roupas e saneamento”, enfatiza.

Os índios levaram para o Colégio o produto do seu trabalho: cestos, cestas, balaios e outros objetos, utilizando plástico reciclável para a confecção. “A seca da taquara nos deixou sem material e tivemos que mudar para não passarmos necessidade”, revela a mãe da família de 8 filhos, dona Jacira.

A felicidade estava estampada no rosto de toda a família, que resolveu largar a vida com poucos rendimentos em uma reserva em Palmas para vir trabalhar aqui em Caçador. “Nós não roubamos nada de ninguém nunca. Sempre ensino meus filhos que isso é muito errado. Nosso ganha pão são os nossos artesanatos”, desabafa.

Além de responder as mais diversas perguntas dos alunos, a família Kaigang ainda saiu do Colégio com um pagamento: cada um dos alunos levou um quilo de alimento não perecível, que na manhã desta sexta-feira, 20, será entregue no local onde os índios residem.

Condições de vida são assustadoras

Sem fogão e alimentos escassos, dona Jacira conta que quando é possível, os seus filhos são alimentados. “Não é sempre que conseguimos vender o nosso trabalho”, diz ela, afirmando que com o que arrecadam no dia em dinheiro, utilizam para comprar comida.

“Vivemos da maneira como é possível. O que precisamos agora, para o inverno, são agasalhos para nossos filhos, já que eles não têm nenhum”, completa.

A secretária de Bem-estar Social, Loely Bellaver foi procurada e ficou de entrar em contato com o Portal, mas até o momento não houve um posicionamento.

Quem tiver interesse em fazer doações para a família Kaigang, pode entrar em contato com o Portal Caçador Online, através do e-mail contato@cacador.net.

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