3 de outubro de 2026
Definição

Médicos permanecem em greve

Situação deverá continuar mesmo que Projeto de Lei seja aprovado

Por Caçador Online

A greve dos médicos de Caçador parece estar cada vez mais longe do fim. Na tarde desta quinta-feira, 19, o presidente do Sindicato da categoria, Cláudio Araldi entregou ao assessor jurídico da Prefeitura, Rubiano Schmtz, um documento reafirmando a decisão tomada em uma assembléia realizada na terça-feira, 17.

Segundo Araldi, os médicos de Caçador em greve não voltarão a trabalhar enquanto as suas reivindicações não forem atendidas. Munido de uma revista que traz as médias salariais de profissionais de todo o Brasil, o presidente enfatizou que do jeito como a situação está não pode continuar. “Mesmo que esses médicos queiram, depois de aprovado ou não o projeto, usufruir de licenças-prêmio ou das suas férias, será temporário. Depois, teremos que voltar e nos submeter aos mesmos salários que temos hoje. É isso que queremos evitar”, salienta.


Schmitz e Araldi: Falta de médicos só prejudica a população

Araldi ainda destaca que a reivindicação da classe é justa. “A própria Secretaria Estadual de Saúde tem os salários dos médicos iguais aos do piso da categoria, que é de R$ 3 mil para uma carga horária de 20 horas semanais, além de uma gratificação para as especialidades de 19%. O nosso pedido é de 10% de gratificação”, enfatiza, afirmando que a classe tem sido bombardeada pela imprensa todos os dias, mas que na verdade, as vítimas de todo o processo são os médicos. “Chegam ainda a afirmar que nós não trabalhamos. Isso é mentira, nós trabalhamos sim e merecemos um reajuste digno”, desabafa.

Não nos interessa agora quem tem que decidir, se é o prefeito ou se são os vereadores. Ou se paga o piso para nós ou continuamos em greve”, diz.

Projeto na Câmara
Araldi ainda fez questão de salientar que, se o projeto que está na Câmara for aprovado com uma emenda solicitada pelos vereadores e de origem do Executivo, os médicos não voltarão a trabalhar de qualquer maneira. “O que pedimos agora é que o prefeito retire a emenda da Câmara, na tentativa de se conseguir a aprovação do projeto pelos vereadores”, solicita.

O presidente chegou a afirmar que os médicos não irão mais aceitar provocações. “Nas eleições do ano que vem é o povo que vai decidir se somos nós os errados, por buscar um aumento ou os políticos que não estão colaborando”, ressalta Araldi.

Prefeitura irá recorrer judicialmente
Se a decisão dos médicos de manter a greve continuar após a decisão da Câmara de Vereadores, a Prefeitura irá analisar a legalidade da paralisação através de uma ação judicial. Rubiano Schmtz afirmou que poderá até mesmo ser aberto um processo licitatório, com menor preço, para suprir a necessidade de profissionais. “Queremos resolver essa situação de uma vez por todas, já que todos sabem que esta greve está trazendo transtornos para a população de Caçador”, afirma.

Ele também lembra que a culpa vai cair sempre sobre o responsável pelo município, no caso o prefeito Saulo Sperotto. “Por isso, apenas vamos esperar uma decisão do Legislativo para poder decidir o que fazer”, completa.

Araldi rebateu as definições de Schmtz, afirmando que o processo licitatório pode ser ilegal e acarretar perdas maiores para o Município, similares às que aconteceram com a contratação da Cooperativa, quando um falso médico entrou para trabalhar em Caçador.

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