“Câmara não tem culpa pelos problemas
enfrentados pela classe”, dizem
Mais uma vez, declarações dadas por parte dos médicos foram um estopim para reiniciar a discussão entre a classe e a Câmara de Vereadores. Uma entrevista dada por Maria Lucia Bertolini, presidente da Associação Médica de Caçador, a jornais da cidade, afirmando que é do Legislativo a culpa pelos problemas enfrentados pelos médicos, gerou indignação dos edis caçadorenses.
“Segundo o imenso equívoco da médica, nós aprovamos a vinda da Cooperativa que está atuando em Caçador e somos responsáveis por ter acontecido um caso de um médico sem diploma estar atuando aqui”, explica Beto Comazzetto, do PMDB, baseando-se na reportagem que tinha em mãos, enfatizando que a médica quer apenas tumultuar o processo.
Comazzetto: "Impressão que temos é que o Executivo não quer realizar o serviço"
“Não admito uma coisa dessas. Vamos dar um basta nisso. O problema não é do Legislativo e sim da Prefeitura. Assim que o Executivo mandar um projeto de forma correta para esta Casa, iremos aprovar”, disse Comazzetto indignado, afirmando que desde o começo de todos os problemas, a impressão passada é que o Executivo não quer realizar o serviço, que está fugindo da sua obrigação.
O vereador ainda ressalta que a médica desconhece como funciona o Poder Legislativo. “Uma vez isso já aconteceu, de pessoas que não sabem o que se passa e saem falando para a imprensa”, completa.
Na verdade, a contratação da Cooperativa foi realizada amparada no decreto de situação de emergência assinado pelo prefeito e sem consulta alguma aos vereadores, contrariando as informações da médica.
Já o vereador Alcedir Ferlin, também do PMDB, afirmou que está aberto ao diálogo, mas que a Prefeitura precisa retirar a gratificação de 10% e a redução da carga horária, deixando apenas a questão salarial para ser debatida. “Nenhum servidor ganha gratificação por ser especialista na sua área de atuação, porquê vamos criar isso agora?”, questionou.
Ferlin: "Câmara não tem justificativas para aprovar o projeto”
Ferlin falou ainda que os médicos querem 42% de reajuste, mas que os 1.700 outros servidores vão ter que se contentar com 3% de aumento. “A Câmara não tem justificativas para aprovar o projeto”, salienta.
Para o também peemedebista Deoclides Sabedot, os médicos estão sendo intransigentes, pois não cedem em nada para facilitar a negociação. “Eles estão pensando unicamente neles, pois alguns estão se aposentando na Prefeitura e querem ficar com um salário alto, mas nós devemos defender os outros e não apenas este grupo de pessoas”, afirmou, enviando um recado para os médicos. “Eles que sentem juntos com o Executivo e reescrevam esse projeto, mas que se preocupem com a questão da Saúde e não com os benefícios pessoais”.
Já o presidente Antonio Gilberto Gonçalves destacou que, ao contrário do que a médica Maria Lucia afirmou, nunca foi apresentado à Câmara projeto utilizado em outras cidades, como base para Caçador. “Se ela fez isso que mostre o documento protocolado, pois até o momento não chegou nada dela até as minhas mãos”, declarou.
Ele ainda afirmou que a médica foi infeliz nas suas colocações, que “com certeza não contribuem em nada para resolver o problema”.





