3 de outubro de 2026
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Vereadores indignados com declarações de médicos

“Câmara não tem culpa pelos problemas enfrentados pela classe”, dizem

Por Caçador Online

“Câmara não tem culpa pelos problemas
enfrentados pela classe”, dizem

Mais uma vez, declarações dadas por parte dos médicos foram um estopim para reiniciar a discussão entre a classe e a Câmara de Vereadores. Uma entrevista dada por Maria Lucia Bertolini, presidente da Associação Médica de Caçador, a jornais da cidade, afirmando que é do Legislativo a culpa pelos problemas enfrentados pelos médicos, gerou indignação dos edis caçadorenses.

“Segundo o imenso equívoco da médica, nós aprovamos a vinda da Cooperativa que está atuando em Caçador e somos responsáveis por ter acontecido um caso de um médico sem diploma estar atuando aqui”, explica Beto Comazzetto, do PMDB, baseando-se na reportagem que tinha em mãos, enfatizando que a médica quer apenas tumultuar o processo.


Comazzetto: "Impressão que temos é que o Executivo não quer realizar o serviço"

“Não admito uma coisa dessas. Vamos dar um basta nisso. O problema não é do Legislativo e sim da Prefeitura. Assim que o Executivo mandar um projeto de forma correta para esta Casa, iremos aprovar”, disse Comazzetto indignado, afirmando que desde o começo de todos os problemas, a impressão passada é que o Executivo não quer realizar o serviço, que está fugindo da sua obrigação.

O vereador ainda ressalta que a médica desconhece como funciona o Poder Legislativo. “Uma vez isso já aconteceu, de pessoas que não sabem o que se passa e saem falando para a imprensa”, completa.

Na verdade, a contratação da Cooperativa foi realizada amparada no decreto de situação de emergência assinado pelo prefeito e sem consulta alguma aos vereadores, contrariando as informações da médica.

Já o vereador Alcedir Ferlin, também do PMDB, afirmou que está aberto ao diálogo, mas que a Prefeitura precisa retirar a gratificação de 10% e a redução da carga horária, deixando apenas a questão salarial para ser debatida. “Nenhum servidor ganha gratificação por ser especialista na sua área de atuação, porquê vamos criar isso agora?”, questionou.


Ferlin: "Câmara não tem justificativas para aprovar o projeto”

Ferlin falou ainda que os médicos querem 42% de reajuste, mas que os 1.700 outros servidores vão ter que se contentar com 3% de aumento. “A Câmara não tem justificativas para aprovar o projeto”, salienta.

Para o também peemedebista Deoclides Sabedot, os médicos estão sendo intransigentes, pois não cedem em nada para facilitar a negociação. “Eles estão pensando unicamente neles, pois alguns estão se aposentando na Prefeitura e querem ficar com um salário alto, mas nós devemos defender os outros e não apenas este grupo de pessoas”, afirmou, enviando um recado para os médicos. “Eles que sentem juntos com o Executivo e reescrevam esse projeto, mas que se preocupem com a questão da Saúde e não com os benefícios pessoais”.

Já o presidente Antonio Gilberto Gonçalves destacou que, ao contrário do que a médica Maria Lucia afirmou, nunca foi apresentado à Câmara projeto utilizado em outras cidades, como base para Caçador. “Se ela fez isso que mostre o documento protocolado, pois até o momento não chegou nada dela até as minhas mãos”, declarou.

Ele ainda afirmou que a médica foi infeliz nas suas colocações, que “com certeza não contribuem em nada para resolver o problema”.

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