Quem nunca caiu em uma das mentiras deste dia que atire a primeira pedra. Dentre as várias versões de por que 1º de abril é considerado o Dia da Mentira, uma das mais aceitas é a francesa. Entre os francos, o ano-novo era comemorado nas festas da primavera, entre 25 de março e 1º de abril.
Quando, em 1564, o rei francês Carlos IX adotou o calendário gregoriano e passou a iniciar o ano-novo em 1º de janeiro, alguns franceses conservadores resistiram, insistindo em comemorar a data em 1º de abril. A maioria do povo, por brincadeira, passou nessa data a rir desses conservadores, convidando-os para festas inexistentes ou mandando-lhes presentes estranhos e falsos.
Daí o seu epíteto de Dia da Mentira. Atualmente, na França e em muitos países, como o Brasil, é comum as pessoas nesse dia contar mentiras e vantagens "cabeludas" ou fazer falsos convites, tudo em nome do dia em que é permitido faltar com a verdade.
A coisa pegou mesmo. Recebeu o nome de Fool’s Day, nos países de língua inglesa, e acabou vindo para o Brasil pelas mãos, ou melhor, bocas, dos portugueses. Tornou-se logo parte do nosso folclore.
Hoje, para o sossego de muita gente, a data não é tão festejada como antes. Na verdade, muitas pessoas não concordam com ela, pois acham errado existir um dia em que é permitido enganar. Afinal, mentira é isso mesmo: engano, fraude, falsidade, ilusão. Tão perto da Páscoa estamos, que vale lembrar uma mentira que atravessou os séculos: o apóstolo Pedro, antes do galo cantar, faltou à verdade três vezes - negou que conhecesse Jesus.





