Objetivo é resgatar algumas expressões artísticas nacionais
Com o objetivo de reforçar ainda mais a sua ação educativa, o Serviço Social do Comércio (Sesc) está divulgando produções artísticas, principalmente das vertentes Modernas e Contemporâneas. Neste contexto, Caçador sediará, nos dias 19 a 31 de março, no Sesc Ler, do bairro Berger, a exposição “A Gravura de Lasar Segall: Poesia da linha e do corte”.
De acordo com o monitor do projeto, Arlan Mello, estarão expostas réplicas das gravuras de Segall, feitas pelo artista em 1913. “Além disso, os visitantes não irão apenas ouvir palestras e ver as obras, mas também irão participar, criando algumas gravuras”, destaca.
Lasar Segall, em seu ateliê, no ano de 1940
Quem foi Lasar Segall
Lasar Segal nasceu em 21 de julho de 1891 em Vilna, capital da Lituânia, na época sob ocupação da Rússia. Morreu em São Paulo, Brasil, em 2 de agosto de 1957, como cidadão brasileiro, deixando um vasto acervo que focaliza não apenas a beleza mas, sobretudo, a miséria que presenciara em sua jornada pela vida.
Depois de uma ligeira estada na Holanda, ainda em 1912, partiu para o Brasil e, no ano seguinte, organizou duas individuais com quadros expressionistas, uma em São Paulo e outra em Campinas. Descrente das possibilidades do desenvolvimento do Expressionismo no Brasil, ao menos naquele momento, voltou à Europa.
O Brasil, onde estivera por tão pouco tempo, não lhe saia da mente e, dez anos depois de o ter deixado, estava de volta, encontrando agora um ambiente artístico totalmente modificado.
Ao desembarcar em 1923, aos 32 anos de idade, confiava em que o Brasil poderia tornar-se a pátria que vinha procurando pela vida afora. Instalou seu ateliê em São Paulo e passou a alternar as atividades entre esta cidade e o Rio de Janeiro. Vencidos os trâmites legais, naturalizou-se, assumindo em definitivo a cidadania brasileira.
Em 1924, realiza uma individual em São Paulo, desta vez, com grande sucesso. Recebe no ateliê suas primeiras alunas de pintura expressionista.E os temas brasileiros, que tanto o apaixonaram, passam a povoar suas obras, juntamente com as tragédias em sua terra natal e na Alemanha.
No desenvolvimento de seu trabalho, utiliza-se não apenas de óleo sobre tela, mas também de processos de gravura que aprendera ainda na Rússia de sua adolescência, como a litogravura e a zincografia, desenvolvendo, pois, uma obra de grande versatilidade.





