Segundo informações extra-oficiais, o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra, que ocupou na manhã desta terça-feira, 13, uma fazenda em Calmon, poderá estar planejando se alastrar para outra propriedade. Seria a Fazenda Pinhelão, que faz fronteira com a que está atualmente ocupada e estaria hipotecada.

No entanto, de acordo com João de Souza, um dos integrantes do MST no local, a informação não é verdadeira. “Nosso objetivo era essa fazenda em que estamos. Se fosse a Pinhelão ou outra, não teríamos acampado aqui neste espaço. Inclusive, existe até uma fazenda da Sincol próxima daqui, mas hoje já trouxeram para nós um interdito, como precaução. Mas esta fazenda também não é nosso objetivo”, justifica.
Na madrugada desta terça-feira um ônibus vindo de Timbó Grande foi apreendido pela Polícia Rodoviária, mas não impediu que mais dez famílias chegassem até o acampamento. Segundo Souza, o número de integrantes no local é de “mais de 150 famílias”, confirma, embora a impressão de quem passa pela rodovia não seja dessa dimensão.

O integrante também diz que somente no ano passado, em todo o estado de Santa Catarina, foram 14 ocupações do MST bem sucedidas. “Destas, tivemos a aprovação de uma das últimas no dia 20 de dezembro, em Correa Pinto, se tornando então um assentamento do Movimento”, destaca Souza.





