O presidente da Câmara de Vereadores de Caçador, Antonio Gilberto Gonçalves e o presidente da Comissão de Educação, vereador José Carlos Pereira dos Santos (PP), participaram na tarde de ontem, de reunião que definiu mudanças no edital para contratação de professores admitidos em caráter temporário. Eles fazem parte da comissão de acompanhamento do processo seletivo, que visa contratar os profissionais para este ano letivo.
Na abertura do encontro, a assessora da secretaria Cleci Faganello falou em nome do grupo gestor da pasta, dizendo que haviam sido convocados pelo Promotor de Justiça Benhur Poti Betiolo para uma reunião, devido ao grande número de reclamações que o edital estava gerando.Na proposta, ele sugeriu mudanças na pontuação para classificação, dando mais valorização para as graduações, que para o tempo de serviço, pois muitos profissionais habilitados estavam ficando atrás de outros não habilitados, por causa destes critérios.
O vereador Antonio Gilberto Gonçalves se pronunciou em nome da comissão, dizendo que desde o primeiro encontro os membros já haviam solicitado estas mudanças, que consideravam injustas, mas que as sugestões não tinham sido acatadas pelo grupo gestor. “Esta situação poderia ser evitada, pois já havíamos solicitado as mudanças e agora teremos que fazer por solicitação do Ministério Público”, afirmou.
Ele sugeriu que para o próximo ano, a comissão de acompanhamento seja montada antes da elaboração do edital, para que possa acompanhar todos os passos.
José Carlos concordou com a proposta, dizendo que muitos professores estão procurando os vereadores e colocando a culpa neles, pelos erros do edital. Aprovada a mudança através de votação, Cleci afirmou que a nova classificação será conhecida até as 17 horas desta sexta-feira, valendo a nova pontuação.Outra mudança sugerida pela comissão e acatada pelo grupo gestor foi a obrigatoriedade na apresentação de diploma ou declaração de conclusão de curso na hora da escolha de vaga e não na hora da assinatura do contra. Quem não apresentar o documento, será desclassificado.
Gonçalves afirma que muitos escolhem a vaga sem ter a certificação e depois como não pode assumir a função, acaba prejudicando os demais, que ficam impossibilitados de escolherem a mesma vaga. “São detalhes que podem evitar novos recursos e reclamações na Justiça e que a comissão já vinha alertando para isso”, declarou.





