O gerente de Vitivinicultura e Silvicultura da Secretaria do Desenvolvimento Regional de Caçador, Mauro de Lima, visitou nesta terça-feira (12) um projeto piloto no cultivo de tomate e outros frutos, trata-se do plantio e colheita em estufa. A idéia ganhou força no município através do chileno, Gaston Rodolfo Toloza Pinochet, idealizador do projeto e consultor do Sebrae para o desenvolvimento da técnica.
Pinochet reuniu agricultores em sua plantação, na Linha Cerro Branco, onde conta com quatro estufas. Segundo ele, no momento estão em teste quatro variedades de tomate, para analisar o rendimento de cada cultivar neste processo de estufamento, sendo as variedades Saladete, Pace Star (próprio para estufa), Gauchão e Débora.
Cada estufa da propriedade possui 500 metros quadrados, com mil pés de tomate plantados, em um custo entre plantio e colheita, girando em cerca de R$ 6,5 mil, incluindo o uso de defensivo, insumos, irrigação. O idealizador comenta que cada estufa pode girar em torno de 300 caixas de tomate. É importante frisar que no início do plantio é necessário toda a atenção neste tipo de cultivo, principalmente no manejo, só assim haverá o sucesso da produção, disse Pinochet.
O projeto no momento possui dez estufas já com plantio realizado e a colheita esperada para este ano ainda. Até janeiro de 2007 mais dez estarão prontas, totalizando 20 no primeiro semestre e ao final do próximo ano, a intenção é estar com este número duplicado, possuindo 40 estufas, muitas já produzindo e algumas preparando o plantio para início de 2008. Duas estufas que iniciaram o projeto em Caçador já deram frutos na metade de 2006. Estas apresentadas agora, fazem parte da colheita da segunda entresafra, explicou o chileno.
Um dos agricultores da região que aderiu ao projeto, Orlei Torres Garcia, procurou citar alguns dos benefícios deste modo de cultivo. O consumidor está ganhando um produto que já atingiu 80% de pureza, porque apenas usamos um defensivo de tarja verde (moderado). Para o produtor, o ganho vem também no uso de defensivo, porque além de gastar menos com este produto, irá ter uma procura muito maior por parte do consumidor devido a qualidade do fruto. Na estufa, pode-se trabalhar de dia ou de noite, com iluminação, pode-se construir perto da residência e ficar sempre próximo durante o cultivo, e também está seguro de muitas ações do tempo, ressaltou.
Garcia acrescenta que todos aqueles que aderem ao projeto precisam entender o processo todo. Não adianta o agricultor entrar no projeto e não seguir a metodologia existente. Este tipo de cultivo é totalmente diferente da plantação aberta. Aqui todos são aprendizes, comentou.
A intenção é unir todos os engajados no plantio em estufa, para formar o que chamam de Integração Rural, e trabalharem juntos do início do plantio até a comercialização do produto.
Pinochet e Garcia enfatizaram que irão inserir no grupo a alternância de cultivos, desenvolvendo também em estufa a plantação de melão, feijão de vagem, pepino, couve-flor, melancia, entre outros. Isso serve para a rotação de cultura e assim recuperar o solo, disseram.
A idéia é crescer de forma ordenada, trazendo o agricultor para ingressar neste novo formato de plantio, e depois observarmos tudo que precisamos produzir de acordo com o mercado existente. Mas tudo a seu tempo, esclarece Pinochet.
Para o gerente da Vitivinicultura e Silvicultura da SDR/Caçador, Mauro de Lima, sem dúvida este novo processo de plantio de frutos em estufa é um ganho significativo para Caçador e região. O tomate por exemplo pode ser cultivado no frio e no calor, atingindo a entresafra. Em se tratando de meio-ambiente, a agressão praticamente não existe, devido ao mínimo de defensivo usado, sendo também um benefício a saúde. Caçador irá agregar ainda mais valor ao nome do município junto a esta cultura, fato que já é consumado no país. E ainda podemos dizer, que as estufas são uma alternativa para a pequena propriedade,como uma nova fonte de renda, de maneira ordenada, finalizou Lima.





