A Audiência Pública promovida ontem pela Câmara de Vereadores, através da Comissão de Saúde, Educação e Promoção Social conseguiu atingir um de seus objetivos, de suspender o movimento de greve, anunciado por profissionais médicos e dentistas do dia 13 ao dia 17 deste mês. Eles aceitaram a sugestão de se criar uma comissão para analisar o problema da carga horária e salários, podendo o mesmo projeto de lei retornar, agora por iniciativa do Poder Legislativo, como prevê a Lei Orgânica do Município.

A audiência teve uma participação muito grande da comunidade, que lotou as dependências do plenário Joaquim Scolaro. O encontro foi resultado de um requerimento apresentado pelo vereador Marcos da Silva Creminácio (PT) no último dia 06 e aprovado pelos demais vereadores. O presidente da comissão de saúde, José Carlos dos Santos (PP) destacou o fato do legislativo já ter feito várias audiências públicas, demonstrando sua preocupação com os assuntos da comunidade.
A secretária de da pasta Cleony Figur representou o Poder Executivo e falou que o projeto encaminhado anteriormente não era o melhor solução, mas que foi o possível diante daquele momento. “Cheguei receosa na audiência, mas saio mais tranqüila e tenho certeza que através do diálogo, as coisas irão acontecer e a comunidade não vai ser prejudicada”, declarou.
Valmor de Paula, presidente do Conselho Municipal de saúde, disse que as coisas acontecem na hora certa e que a rejeição do projeto, possibilitou uma discussão mais ampla, onde toda comunidade pôde participar.
O presidente do Sindicato dos Médicos, Cláudio Rogério Araldi, destacou o papel importante da audiência e disse que a greve anunciada foi o último recurso para pressionar sobre a situação. “Nós estamos com a assembléia aberta e vamos dar mais uma oportunidade para o diálogo, suspendendo a paralisação até que o projeto seja rediscutido”, disse. O presidente da comissão, José Carlos dos Santos já nomeou os integrantes da comissão, que terá a reunião na próxima segunda-feira.






