Profissionais da área médica que atuam na rede pública municipal estiveram reunidos em Assembléia Geral na Sede da Unimed neste sábado, 28. Segundo Cláudio Araldi, presidente do Sindicato Médico, a categoria fará uma paralisação dos serviços prestados entre os dias 13 e 17 de novembro. A informação é do Jornal Folha da Cidade.
A reportagem traz ainda que o motivo da greve seria a rejeição de Projeto de Lei 22/06 pela Câmara de Vereadores, que previa a redução da carga horária para médicos, dentistas e bioquímicos sem a redução de salário. “As possibilidades de negociações se esgotaram, mas estamos abertos a novas conversações para resolver o problema da saúde pública em Caçador”, relatou ele para o jornal. Araldi ainda afirmou que se a primeira paralisação não adiantar o ato pode ser repetido.
Saúde tenta buscar formas de impedir a paralisação
O grupo gestor da Secretaria Municipal de Saúde esteve reunido na manhã desta segunda-feira, 30, e decidiu solicitar uma reunião com os dez vereadores para ver se é possível, via Câmara Municipal, chegar a um consenso com a classe médica que está ameaçando entrar em greve nos próximos dias. “Vamos tentar ver se é ainda é possível rediscutir o projeto de lei rejeitado na semana passada”, adiantou.
Na avaliação da presidente do grupo, Cleony Figur, que responde pela Secretaria da Saúde, o direito de greve é garantido pela Constituição Federal e se os médicos entenderem que devem fazer, não há como cerceá-la. “Claro que cada pessoa vai responder legalmente pelos seus atos, mas a greve é um direito assegurado a qualquer categoria profissional”, afirmou.
De acordo com ela, existe o maior interesse para se acabar com esse impasse com urgência, para que o cidadão, que precisa de atendimento médico, não seja prejudicado. “Nesse momento precisamos do apoio de toda a sociedade para encontrarmos uma solução imediata onde o atendimento médico seja mantido e com qualidade”, salientou.
Cleony Figur explica que se realmente ocorrer a greve teremos uma situação de emergência e o Município poderá tomar alguns atos administrativos para que o atendimento não pare. “Nós já estamos trabalhando em cima das alternativas e o cidadão caçadorense pode ficar tranqüilo que o atendimento, mesmo com a greve desses médicos, não vai parar porque vamos em busca de outras formas que já estão sendo estudadas”, finalizou.
Câmara cobra solução do Executivo
Para o presidente do Legislativo, Marcos Creminácio (PT), este é um problema que deve se resolvido pelo Prefeito Municipal. “Ele (prefeito) terá que apresentar uma proposta de Plano de Carreira para os servidores públicos. A população tem que entender que isso não é culpa dos Vereadores mas sim do administrativo que ainda não cumpriu promessas de campanha. Os médicos tem que ganhar mais, mas terão que trabalhar mais”, enfatiza ele.





