3 de outubro de 2026
Fim de impasse

Plano Diretor inclui emenda do segmento empresarial

Por Ass. Imp. Câmara Municipal

A grande preocupação dos empresários caçadorenses sobre possíveis prejuízos com futuros projetos de expansão foi dissipada ontem, durante reunião que envolveu vereadores da Comissão de Constituição, Justiça e Redação, presidência do legislativo, empresários e integrantes do Grupo Gestor do Plano Diretor Participativo. Foi aceita sugestão de emenda encaminhada por escrito pela ACIC e FIESC, mudando a redação do artigo 17, que trata do macrozoneamento.

O Assessor Jurídico da Associação Empresarial, advogado Leandro Bello, mencionou que a entidade não é contra o plano, nem questiona o trabalho técnico desenvolvido pela equipe comandada pela arquiteta Karina Pompermaier.“O empresariado caçadorense, que contribui significativamente com a cidade, queria uma adequação jurídica no texto, que garantisse o direito das empresas já instaladas expandirem suas instalações, sem ter que se submeter aos Estudo de Impacto de Vizinhança e a deliberação do Conselho da Cidade”, explicou.

Ele fez questão de ressaltar que nunca se deu encaminhamento político sobre a questão, mas se buscou o direito dos filiados da ACIC e FIESC. O vereador Alcedir Ferlin (PMDB) destacou que os empresários precisam desta garantia, pois investem milhões em estudos de ampliação e que não podem correr o risco de não poder ampliar suas fábricas por causa da Lei.

O empresário Gilberto Seleme, vice-presidente da FIESC, falou que caso a empresa tenha que se submeter ao Impacto de Vizinhança e Conselho das Cidades, ela precisará de uma negociação muito grande, liberando inclusive toda informação técnica e financeira.O presidente Marcos Creminácio(PT) disse que tinha que se buscar o mal menor, pois é pior uma empresa fechar suas portas, que emitir um ruído.

Ele sugeriu que seja garantido para as empresas que já estão instaladas o direito de ampliarem, fazendo valer a Lei para as novas indústrias que venham se instalar no Município, que deveriam ir para um Parque Empresarial já destinado para este fim.O vereador Antônio Gilberto Gonçalves destacou que a Câmara tem buscado o entendimento sempre, chamando os interessados para o debate antes do projeto ir à votação. “ Foi assim com os agricultores, médicos, bancos e agora com os empresários”, destacou.

Gilberto Seleme destacou ainda que o novo Parque Empresarial deve atender as necessidades das novas empresas, possuindo infraestrutura, transporte coletivo e condições tecnológicas, como fibra ótica. A arquiteta Karina Pompermaier falou que teve pouco tempo para elaborar o plano, tendo que trabalhar com prazos esticados, mas que todo o esforço foi feito para que o plano atenda as necessidades de Caçador para hoje e para daqui há vinte anos.Com a acolhida do pedido, o projeto irá para votação à plenário na próxima segunda-feira, devendo atender o interesse de todas as partes, se transformando num marco para o Município.

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