3 de outubro de 2026
Prefeitura

Prefeitura encaminha auditoria ao Ministério Público

Por Ass. Imp. Prefeitura Municipal

A Prefeitura de Caçador encaminhou ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina o relatório da auditoria feita pela empresa Audit Brasil Consultores Associados, com início ainda no ano passado, nos setores de licitação, contratos, tributação e recursos humanos da administração municipal nos anos de 2001 a 2004. Em todos esses setores a auditoria apontou diversas irregularidades.

Dentre as irregularidades apontadas pela auditoria estão o contrato de concessão do transporte coletivo, já encaminhado ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas anteriormente e com um processo administrativo em andamento na Prefeitura. Ainda constam no relatório contratos com empreiteiras na execução de obras no município com possíveis irregularidades.

Outro apontamento da auditoria está relacionado a prestação de contas da festa em comemoração aos 70 anos do município de Caçador, em 2004, onde os auditores encontraram possíveis irregularidades em transferências de recursos. Além disso, os auditores encontraram diversas irregularidades em contratação de pessoal, concessão de benefícios e horas extras. De acordo com a assessoria jurídica da Prefeitura, essas possíveis irregularidades apontadas serão transformadas em processos administrativos internos para que sejam apurados e os culpados responsabilizados.

De acordo com o prefeito Saulo Sperotto, esse procedimento não tem nenhum objetivo de “caça as bruxas”, mas apenas de encaminhar para apuração e conhecimento do Ministério Público essa vasta documentação que foi apurada pelos auditores. “Para nós isso é importante até para não incorrermos nos mesmos erros e preservarmos o dinheiro público enquanto estivermos na administração do município”, afirmou.

Sperotto destacou que não está dando publicidade às possíveis irregularidades até para não fazer “politicagem” em cima dos fatos, como normalmente ocorre no setor público, para não envolver pessoas inocentes. “Estamos fazendo tudo na maior transparência. Os documentos foram juntados, existe um relatório e entendemos que ele devia ser encaminhado ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado para que se os promotores e auditores do TCE entenderem que devem tomar alguma providência, aprofundem as investigações. Da nossa parte já estamos encaminhando os processos administrativos”, finalizou.

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