3 de outubro de 2026
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Zico e Maílson no encerramento do SEAD

Por Caçador Online

O Seminário Regional de Administração da Uniarp encerrou em alto estilo nesta sexta-feira, 10. Na última noite do evento, os palestrantes Maílson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda, e Zico, ex-jogador e dirigente de futebol, abordaram questões relacionadas com o tema do SEAD “Inovação”.

O primeiro a conversar com o público foi Maílson da Nóbrega. No palco, junto ao palestrante, autoridades e empresários formaram uma mesa de honra: Gilberto Seleme, presidente da Uniarp, Auri Baú, presidente da ACIC, Adélcio Machado, reitor da Uniarp, Paulo Campos, coordenador do SEAD, Alcântaro Corrêa, presidente da FIESC, Luiz Antônio Ramos, diretor técnico do Badesc e Glauco Corte, vice-presidente da FIESC.

Em relação ao tema da palestra “Um sonho que se torna realidade”, Maílson da Nóbrega falou sobre a conjuntura econômica e política do Brasil. “O país evoluiu bastante nos últimos anos, com a democratização, a vitória contra a inflação, reformas que prepararam o país para crescer mais, ou seja, foi uma longa transição que vai durar algumas gerações e que provavelmente colocará o país num grupo de países desenvolvidos”, disse.

Na sequência, o ex ministro (1988 – 1990)se portou ao público jovem e enfatizou a busca pelo conhecimento. “O jovem tem que se preparar. O mercado de trabalho é crescentemente competitivo e vai exigir qualificações cada vez mais refinadas. Outra mensagem é não desistir, se dedicar e buscar o conhecimento cada vez mais. E a universidade tem um papel fundamental nesse processo”.

Zico e a transformação no futebol japonês

Já na chagada a Caçador, Zico recebeu o carinho dos fãs. Crianças e torcedores de diversos times fizeram fila para pegar um autógrafo ou tirar uma foto com o ídolo. Com paciência, o ex-jogador e diretor de futebol do Flamengo atendeu a todos, sempre com muita simpatia.

Em entrevista coletiva à imprensa, Arthur Antunes Coimbra, contou sua a experiência que teve no futebol japonês na década de 90. “Com a experiência que tive no Flamengo, na Itália e na Seleção Brasileira, pude desenvolver um trabalho de inovação no futebol japonês, pois lá não tinha profissionalismo”, lembrou.

Questionado sobre as diferenças do futebol no Brasil e na Europa, Zico defendeu maior agilidade aos clubes nacionais. “A principal diferença dos clubes da Europa e do Brasil é na agilidade na gestão. Aqui o clube não é só de futebol, não tem fins lucrativos e muitas vezes não tem orçamento próprio. Fica com as mãos atadas em algumas decisões. Futebol de hoje é preciso agilidade. Na Europa os clubes são voltados para modelo empresa”.

“Alguns clubes como São Paulo, Inter e Cruzeiro saíram na frente quando implantaram um modelo novo, um cuidado com o patrimônio e transparência nas ações, sendo este o caminho para o futebol moderno e bem administrado”, concluiu.

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