Deputado federal Valdir Cobalchini (MDB) afirma que as
suspeitas envolvendo o Banco Master e Daniel Vorcaro precisam ser investigadas
e defende que ministros do Supremo não podem permanecer no cargo se houver
comprometimento da confiança na Justiça.

Cobalchini elevou o tom nesta sexta-feira, 4, ao comentar a
crise que envolve o Banco Master, o banqueiro Daniel Vorcaro e as suspeitas que
vêm sendo levantadas sobre relações e possíveis conflitos envolvendo
integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF).
Para o parlamentar, diante da gravidade das denúncias e da
sucessão de questionamentos que atingem as instituições brasileiras, é
indispensável que todos os fatos sejam esclarecidos, com transparência e
independência.
“O que está acontecendo no Brasil é uma vergonha. A cada dia
surgem novas denúncias, novas suspeitas, e o cidadão brasileiro fica
perguntando: até quando?”, afirmou Cobalchini, em entrevista na manhã desta
sexta-feira.
Cobalchini destacou que não cabe aos deputados simplesmente
afastar um ministro do Supremo, mas ressaltou que isso não significa que
parlamentares devam permanecer em silêncio diante de situações que possam
comprometer a credibilidade das instituições.
Para ele, a Justiça precisa estar acima de qualquer suspeita
e seus integrantes também devem responder politicamente perante a sociedade
quando a confiança pública estiver sendo colocada em xeque.
Ao mencionar diretamente o ministro Alexandre de Moraes,
Cobalchini defendeu que, caso a permanência no cargo esteja contribuindo para
aprofundar a crise de confiança, o magistrado deveria considerar uma decisão em
favor da própria instituição.
“Eu sei que deputado federal não tem o poder de afastar
ministro do Supremo. Mas eu tenho voz. E tenho coragem para dizer o que muitos
brasileiros estão pensando: ministro Alexandre de Moraes, se a sua permanência
no cargo está comprometendo a confiança na Justiça, faça um gesto pelo Brasil:
peça para sair”, declarou.
Para o deputado, o episódio reforça a necessidade de
investigação rigorosa e de respostas claras à sociedade. “O Brasil precisa
recuperar a confiança nas suas instituições. Chega! O país não aguenta mais”,
concluiu Cobalchini.