O prazo final para filiação partidária, definição de
domicílio eleitoral e desincompatibilização de pré-candidatos se encerra
neste sábado, 4, marcando um dos momentos mais decisivos do calendário eleitoral
de 2026. A data, que corresponde a seis meses antes do primeiro turno,
consolida quem poderá disputar as eleições e reduz o espaço para mudanças no
cenário político.

João Rodrigues (PSD) é um dos candidatos a governador em SC
Na véspera, nesta sexta-feira, 3, terminou a janela
partidária — período de 30 dias em que deputados federais, estaduais e
distritais puderam trocar de partido sem perda de mandato.
O que muda com o fim do prazo de filiação partidária
Até este sábado, todos os pré-candidatos precisam estar
com a filiação deferida por um partido e com domicílio eleitoral na
circunscrição onde pretendem concorrer.
Desincompatibilização: quem ocupa cargos públicos precisa,
em regra geral, se afastar do cargo em até seis meses antes da eleição; há
cargos que exigem prazos menores, como três ou quatro meses;
Filiação partidária: requisito obrigatório para a
candidatura, deve ser firmada até seis meses antes da eleição;
Renúncia para chefes do Executivo: presidente, governadores
e prefeitos precisam renunciar até seis meses antes da eleição se quiserem
disputar outro cargo; para reeleição, não é preciso se afastar
SC tem saídas no governo, trocas partidárias e renúncias
O governo Jorginho Mello (PL) vem tendo movimentações nos
últimos dias, com a saída de secretários que devem disputar as eleições.
Na última quarta-feira, 1º, foram exonerados dois nomes: Cleiton Márcio
Fossá, do Meio Ambiente e Economia Verde, e Tiago Bolan Frigo, da área de
Aquicultura e Pesca.
Outros secretários já haviam deixado o governo na janela
partidária, como Sílvio Dreveck (Indústria, Comércio e Serviços),
Beto Martins (Portos e Aeroportos), Kennedy Nunes (Casa Civil)
e Ulisses Gabriel (delegado-geral da Polícia Civil).
Prefeitos deixam cargos para disputar eleições
Outro movimento é a renúncia de prefeitos que pretendem
concorrer a outros cargos — exigência legal para chefes do Executivo. O principal
nome é o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), que confirmou
pré-candidatura ao governo estadual.
Já o prefeito de Joinville, Adriano Silva (NOVO), deve
disputar como vice-governador na chapa de Jorginho Mello (PL). A renúncia
da administração municipal foi oficializada com solenidade na última quinta-feira
(2).
Outras renúncias incluem as dos prefeitos de Mafra, Emerson
Maas (MDB), de Concórdia, Edilson Massocco (PL), e de Biguaçu, Salmir da Silva
(Republicanos), e a prefeita de Canoinhas, Juliana Maciel (PL).
Próximos passos até as eleições
Com o fechamento dessas etapas, o calendário eleitoral
avança para novas fases, definidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Entre os próximos marcos estão:
6 de maio: prazo final para tirar o título de eleitor ou
atualizar dados cadastrais;
15 de maio: início da arrecadação prévia de campanha
(financiamento coletivo);
16 de junho: divulgação do valor do Fundo Eleitoral;
4 de julho: início das restrições a agentes públicos.
Na sequência, começam as etapas mais visíveis da disputa:
20 de julho a 5 de agosto: convenções partidárias;
Até 15 de agosto: registro das candidaturas;
16 de agosto: início da propaganda eleitoral;
28 de agosto: início do horário eleitoral gratuito.
O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de
outubro, com eventual segundo turno no dia 25 de outubro.
Com informações: NSC