Um forte temporal atingiu Videira na noite desta
sexta-feira, 29, por volta de 20h, provocando diversos estragos em diferentes
regiões do município. A ocorrência mais impactante foi o desabamento de parte
da estrutura da empresa Videplast, situada às margens da SC-135, no bairro
Santa Lúcia. A força dos ventos arrancou parte do telhado na área dos depósitos
e do estacionamento de caminhões, gerando ampla destruição.

Imagens de câmeras de segurança de um posto de combustíveis
próximo à rodovia registraram a intensidade dos ventos instantes antes do
colapso da estrutura. Entre todas as ocorrências registradas, a empresa foi a
mais afetada.
Mais de 50 residências danificadas
Além do desabamento, o temporal provocou estragos
significativos em vários bairros. Segundo a Defesa Civil Municipal, coordenada
por Luiz Fernando Gardini, houve danos no Quartel, Vila Verde, Campo
Experimental, Santa Lúcia, São Francisco e Vinhedo, sendo Santa Lúcia novamente
apontado como o local mais atingido.
Gardini informou que equipes trabalharam durante toda a
noite na entrega de lonas e atendimento emergencial. “Ainda não concluímos o
levantamento total, mas podemos dizer que mais de 50 residências foram
afetadas. Atendemos rapidamente todas as ocorrências emergenciais e batemos um
novo recorde: em cerca de uma hora e meia conseguimos desmobilizar o gabinete
de crise”, destacou.
Sem aviso de evento extremo
O temporal surpreendeu os moradores, já que não havia alerta
da Defesa Civil estadual sobre risco de fenômenos climáticos severos para o
Meio-Oeste catarinense. Ainda assim, a Defesa Civil de Videira e outros órgãos
competentes atuaram imediatamente no atendimento das ocorrências.
Em entrevista concedida na manhã deste sábado 29, ao
radialista Marcondes Serafini, da Rádio Vitória, o coordenador Luiz Fernando
Gardini explicou detalhes sobre a situação e levantou a hipótese — ainda não
confirmada — de que o evento possa ter sido provocado por uma microexplosão.
Trata-se de um fenômeno meteorológico severo, caracterizado
por uma corrente de ar descendente que, ao tocar o solo, se espalha
horizontalmente com grande intensidade. Também conhecido como downburst, pode causar
estragos semelhantes aos de um tornado, como destelhamentos, queda de árvores e
alagamentos.
Monitoramento continua
Apesar dos prejuízos materiais, não há registro de feridos.
As equipes seguem realizando vistorias e avaliando os impactos nas áreas atingidas.