3 de outubro de 2026
Uniarp

Pesquisa revela 99 casos de violência contra idosos em Caçador em 2025

Os resultados revelam um número preocupante de ocorrências praticadas por pessoas próximas

Por Ass. Imp. Uniarp

A professora Dra. Hillevi Maribel Haymussi e a acadêmica Odete da Maia de Souza, por meio do Fundo de Apoio à Pesquisa (FAP/Uniarp), concluíram um estudo sobre a violência contra idosos em Caçador. A pesquisa, realizada em 2025, utilizou dados fornecidos pelo Conselho Municipal da Pessoa Idosa (CMPI) e pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Habitação, por meio do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS). O trabalho integra um projeto iniciado em 2018 que analisa a violência em diferentes segmentos, como mulheres, crianças, adolescentes e violência nas escolas.

Os resultados revelam um número preocupante de ocorrências praticadas por pessoas próximas, principalmente do ambiente familiar. Entre março e novembro de 2025, foram registradas 99 denúncias: 12 casos no CMPI e 87 casos no CREAS, apenas em duas instituições do município.

No CMPI, a maioria das vítimas (9) era do gênero feminino, com idades entre 65 e 89 anos; os agressores, todos familiares (filhos, irmãos, netos), tinham entre 25 e 69 anos. No CREAS, foram 44 ocorrências envolvendo mulheres e 43 envolvendo homens, com vítimas entre 63 e 89 anos. Os agressores também pertenciam ao núcleo familiar, incluindo filhos, netos, irmãos, ex-companheiros e outros parentes, com idades entre 25 e 79 anos.

Os tipos de violência identificados incluem: agressão física, abandono, exposição a risco à saúde, maus-tratos, insubsistência afetiva, violência psicológica, violação patrimonial, tortura psíquica, ameaça, coação e constrangimento. O estudo aponta que esses casos ocorrem em todas as classes sociais, evidenciando que, apesar dos avanços legislativos e das políticas públicas voltadas à proteção dos idosos, esse segmento continua vulnerável a abusos e negligência.

A pesquisa reforça a necessidade de ampliar ações preventivas e de conscientização. “As pessoas esquecem que, se são jovens hoje, serão idosas amanhã”, alerta a professora Hillevi, destacando a importância de fortalecer redes de apoio e mecanismos de denúncia.

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