4 de outubro de 2026
Rio das Antas

Empresa de transporte escolar obtém liminar e volta a operar

Liminar determinou também o desbloqueio de valores a que a empresa tem direito

Por Caçador Online

Uma decisão liminar deferida pelo Juízo da 2ª. Vara Cível de Caçador, publicada no último dia 29 de junho, determinou que a empresa Lussi Tur Transportes Ltda, suspensa do serviço de transporte escolar no município de Rio das Antas/SC, volte a operar e possa receber valores a que tem direito, que foram bloqueados por decisão da administração municipal.

A empresa alegou na inicial, que tem diversos contratos com o Município de Rio das Antas, e, teve os referidos contratos suspensos por decisão do Secretário de Administração e Finanças, devido a supostas irregularidades, sem direito ao princípio de ampla defesa (sem ser ouvida) e que o ato que suspendeu as atividades seria ilegal.

A decisão reconheceu que houve irregularidades no ato e processo que determinou a suspensão da atividade, bem como do bloqueio dos valores da empresa.

A decisão judicial destacou ainda, que o processo administrativo deveria conter relatório técnico da ocorrência e os motivos que justificariam a suspensão dos contratos. Com a infração não especificada e ante a alegação da empresa de que a suspensão põe em risco o funcionamento da empresa, o juiz deferiu o pedido de liminar, determinando que a empresa volte a operar, concedendo, ainda, o prazo de cinco dias para que o Município desbloqueie os valores a que a empresa tem direito e que estavam retidos.

O rito processual normal, agora, é de cumprimento da decisão pela Administração Municipal de Rio das Antas e depois, tentar derrubar a liminar junto ao Tribunal de Justiça.

O fato

O imbróglio começou quando ocorreu uma denúncia de que a empresa terceirizada para transportes escolar em Rio das Antas, estava fraudando os rastreadores de seus veículos e, per consequência, o contrato assinado com a Prefeitura.

O caso motivou, inclusive, uma sessão extraordinária na Câmara Municipal.

A suspeita é de que ao invés de os ônibus da empresa finalizarem a rota no Centro da cidade, em local especificado pelo contrato, o veículo ficava na casa do motorista, no final da linha quando todos os alunos desembarcavam e, início da linha no dia seguinte.

Uma pessoa ia até o ônibus e retirava o rastreador e, com um carro pequeno, voltava até a cidade, para tentar ludibriar o sistema de rastreamento dos ônibus.

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