4 de outubro de 2026
Alerta

Baixo índice de vacinação preocupa autoridades sobre avanço do sarampo

Estado ainda não registrou casos em 2022, mas conta com baixas taxas de imunização

Por Caçador Online

Um possível surto de sarampo, como o que ocorreu em todo o Brasil em 2019, preocupa infectologistas e epidemiologistas. Dois novos casos confirmados em São Paulo e as baixas taxas nacionais de cobertura vacinal registradas nos dois últimos anos acendem alerta.

Apesar de ainda não ter registrado casos de sarampo neste ano, segundo dados desta segunda-feira, 18, Santa Catarina teve em 2020 e 2021 as taxas de cobertura vacinal mais baixas dos últimos anos, conforme a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC).

O temor é que, com a retomada das atividades após o arrefecimento da pandemia, a doença volte a se proliferar como no ano de 2019. Na época o Brasil registrou 18.203 casos confirmados e 15 mortes, segundo o Ministério da Saúde. Por conta disso, o país perdeu o certificado de erradicação da doença, que fora concedido em 2016 pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

Entre 2016 e 2021, foram os dois últimos anos que Santa Catarina registrou a cobertura vacinal mais baixa da tríplice viral, vacina que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Em 2021, apenas 82% do público alvo foi imunizado, e em 2020 a campanha atingiu 86%. Entre 2016 e 2019, as taxas oscilaram entre 92% e 96%.

Vacinação segue baixa em 2022

Até o último dia 13 de abril, apenas 9,8% da população apta para se vacinar contra o sarampo em Santa Catarina compareceu aos postos de saúde. A atual campanha de vacinação imuniza trabalhadores da saúde.

A imunização é a única forma de conter a doença. Dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS) demonstram que, em todo o Brasil, pouco mais de 49% da população tinha as duas doses do imunizante contra o sarampo em 2022. O número considerado ideal é 90% da população.

Doença adormecida

O sarampo voltou a ser um problema sério no Estado em 2019. Desde 1997, quando foram registrados 491 casos entre catarinenses, nunca se teve tantas infecções em um único ano.

Com informações: ND+

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