A safra de tomate em Caçador será 10 a 20% maior este ano. O secretário municipal de Agricultura, Eduardo Scapinelli, estima que a quantidade do plantio seja de 12 a 15 milhões de pés da hortaliça. Segundo ele, se o clima continuar desta forma, a produção será boa.

Em relação a valores, o secretário explica que ainda é cedo para fazer uma projeção, pois o preço das hortaliças varia constantemente. “Não podemos ficar esperançosos com o valor do tomate, pois não depende dos produtores e sim da lei da oferta e procura. Como Caçador não está sozinho no índice de produção, é preciso analisar a quantidade que os outros estados irão produzir”, explicou Scapinelli.
De acordo com Scapinelli, até o momento, o clima tem sido favorável para os produtores de Caçador, variando dias de sol e chuva e sem fenômenos extremos. Ele comenta que de acordo com as previsões meteorológicas, o clima permanecerá dessa forma até janeiro, com chuva abaixo da média normal, condição que não trará problemas.
Um fator que deixa as autoridades de certa forma preocupadas é a empolgação de alguns produtores a última safra, plantando muito tomate. “Aconselho que os produtores tenham uma variedade de culturas para que o risco seja menor em caso de um fator climático desfavorável ou um contexto negativo que derrube o preço durante a safra”, frisou o secretário.
Scapinelli comentou ainda sobre o Sistema de Produção Integrado do Tomate (SISPIT) que já vem sendo realizado em 22 propriedades em Caçador e região. Segundo ele, esse sistema foi aprovado por esses produtores e vem chamando a atenção dos demais.
O secretário citou uma parceria entre a Secretaria de Agricultura de Caçador e Epagri, a qual fez o desenvolvimento do sistema.
“Esse é um programa que usa o mínimo possível de agrotóxicos e fertilizantes. É um sistema que faz o uso correto do solo e o agrotóxico é utilizado somente quando necessário, sendo aplicado quando o ambiente está propício à doença. Nesse caso é emitido um alerta da Epagri via telefone”, explicou o secretário.
O secretário explicou que nas lavouras que já usam esse sistema, a quantidade de agrotóxico foi de 50 a 60% a menos que nas lavouras convencionais.