A música deu o tom na segunda noite do Seminário Regional de Administração, nesta quinta-feira, 9. O público, que mais uma vez lotou a Arena Multi Uso da Uniarp, acompanhou atento a apresentação do renomado maestro João Carlos Martins regendo uma orquestra formada por músicos de Caçador e de Florianópolis. O convidado ainda ministrou palestra com o tema “Tocando uma empresa”.

João Carlos Martins abriu a palestra comentando que teve boas referências de Caçador e da Uniarp, através do ex presidente Fernando Henrique Cardoso, palestrante do SEAD 2008. Na sequência, o maestro contou a história de superação da sua vida. (veja abaixo a biografia do palestrante).

“Apesar das dificuldades que tive desde os 26 anos, sempre acreditei nos meus sonhos. Os problemas serviram de plataforma para eu me reinventar. A superação é a coisa mais importante para a pessoa que quer cumprir sua missão”, afirma.

As explanações do palestrante foram alternadas com músicas tocadas por ele ao piano, além de apresentações da orquestra regida pelo maestro caçadorense Patrick Cavalheiro. Em abordagem ao tema do Seminário – Inovação - o maestro comparou, em entrevista coletiva antes do evento, a regência de uma orquestra com a gestão de uma empresa.

“A música é a régua do mundo. Se um governo vai bem, todo mundo fala que está afinado como uma orquestra, se um presidente acha que tem uma campanha contra ele, fala que tem uma orquestração contra ele, se um time de futebol vai bem, dizem que está jogando por música, isso em todo mundo. Esta metáfora serve pra fazer um paralelo entre uma orquestra e uma empresa. Numa orquestra, se um dos músicos não está afinado o público logo percebe o erro. Nas empresas acontece o mesmo, um funcionário em desarmonia pode prejudicar toda uma estrutura”, diz.

Evento prossegue nesta sexta com Maílson da Nóbrega e Zico
Nesta sexta-feira, dia 10 de setembro, a palestra será com o economista e ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega e na sequência com Zico, o grande ídolo do esporte no Brasil e no mundo.
Destaque internacional
Em setembro de 1982, o exigente jornal New York Times se referia a João Carlos Martins como um dos maiores pianistas da atualidade. Já a revista New York Magazine, juntamente com o Boston Globe, ressaltavam o talento de João Carlos Martins, colocando-o como o mais excitante intérprete de Bach a surgir depois do legendário Glenn Gould.
Toda esta relação lírica tecida com o piano teve início aos 8 anos de idade, quando João Carlos Martins passou a estudar com o professor José Kliass. Ainda jovem, despertou a atenção de toda a crítica musical brasileira com suas performances, únicas pela intensidade com que eram interpretadas.
Sua carreira teve como um dos pontos altos o fato de ter gravado a obra completa de Bach para teclado. A paixão de João Carlos Martins pela música originou o documentário franco-alemão ¨Martins Passion¨, vencedor de 4 Festivais Internacionais. Com problemas que prejudicaram a mobilidade de suas mãos João Carlos Martins teve que abandonar o piano, mas sua ligação com a música é tanta, que o fez iniciar na carreira de maestro.
Este ano, participou do capítulo final da novela Viver a Vida da Rede Globo, em uma apresentação emocionante.