A justiça da Comarca de Santa Cecília (SC) deve ouvir nesta
semana, os dois suspeitos de prática de crime ocorrido em outubro de 2025, em
Santa Cecília (SC), quando 12 funcionários de um pronto-atendimento foram
intoxicados após beberem refrigerante adulterado com Clonazepam (Rivotril)
durante o lanche.

O crime, seria motivado por vingança devido ao afastamento
de um funcionário por assédio e resultou na prisão de uma mulher e seu sobrinho,
que se tornaram réus por envenenamento.
Detalhes do Caso:
O Crime: Tia e sobrinho foram acusados de envenenar um
refrigerante de dois litros com medicação controlada e levá-lo ao posto de
saúde.
Vítimas: 12 profissionais da saúde passaram mal e
precisaram de atendimento médico.
Motivação: A ação foi uma suposta vingança, pois o
sobrinho da mulher havia sido afastado do cargo após denúncias de importunação
sexual.
Investigação: Laudos periciais confirmaram a presença
de Clonazepam na bebida.
Situação dos Suspeitos: A mulher de 55 anos e seu
sobrinho foram presos preventivamente.
Os suspeitos foram denunciados pelo Ministério Público
de Santa Catarina (MPSC) e podem responder por envenenar substância
alimentícia, com penas que podem chegar a 15 anos de reclusão.
Tramitação
A audiência de instrução do chamado “caso do refrigerante”,
que tramita na comarca de Santa Cecília, teve início às 13h desta segunda-feira,
20, e se estendeu até as 22h, sendo suspensa após mais de nove horas de
duração.
Durante a sessão, foram ouvidas mais de 20 testemunhas, em
um processo que tem gerado grande repercussão na região. A condução da
audiência está sob responsabilidade da juíza da comarca, Marcela Maria Ladislau
Rizzi, com atuação do Ministério Público por meio do promotor Rafael Scur do
Nascimento.
A defesa da suspeita é conduzida pela advogada Daiane Ortiz,
do município de Lebon Régis, enquanto a defesa do enfermeiro está sob
responsabilidade do advogado Marco Túlio Granemann de Souza.
A audiência foi interrompida no período da noite e terá
continuidade na próxima quinta-feira, 23, quando estão previstos os
interrogatórios dos réus. Na sequência, há expectativa de que a magistrada
responsável pelo caso se manifeste, o que pode representar um avanço
significativo no andamento do processo.
O caso segue sendo acompanhado com atenção pela comunidade
local, diante da gravidade dos fatos apurados e do número expressivo de
testemunhas já ouvidas.
Com informações: G1 e Lucimara Nascimento