4 de outubro de 2026
Santa Cecília

Companheiro de Lusiane é denunciado pelo MPSC por feminicídio

Objetivo é que ele seja submetido ao Tribunal do Júri para ser julgado por jurados da própria comunidade pelos crimes

Por Ass. Imp. Ministério Público

No último dia 20 de setembro, pescadores encontraram o corpo de uma vendedora de roupas de 27 anos amarrado em um cobertor no rio Correntes, em Santa Cecília, após 50 dias de buscas que mobilizaram a Polícia, os Bombeiros e moradores. A essa altura, o companheiro da vítima já estava preso temporariamente como principal suspeito do crime.

Agora, ele foi denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e se tornou réu em uma ação penal, pois o Poder Judiciário já recebeu a denúncia. O objetivo é que o homem seja submetido ao Tribunal do Júri para ser julgado por jurados da própria comunidade pelos crimes de feminicídio mediante asfixia e ocultação de cadáver.

A denúncia foi elaborada pelo Promotor de Justiça da Comarca de Santa Cecília, Murilo Rodrigues da Rosa, com base nas investigações realizadas pelos órgãos competentes. A perícia encontrou indícios de sangue da vítima na casa e no carro do réu dias após o desaparecimento.

Segundo o inquérito policial, "o denunciado tirou a vida da companheira após o retorno dela do trabalho, na noite de 31 de julho deste ano, por motivação a ser melhor esclarecida durante a instrução processual, mas certamente em razão de conflitos no relacionamento conjugal".

No dia seguinte, ele teria levado o corpo da vítima no porta-malas até a localidade de Frascaman, amarrado pedras nos membros inferiores e o lançado nas águas do rio Correntes, fazendo-o submergir por vários dias. O laudo cadavérico confirmou que a morte ocorreu por asfixia mecânica.

O Promotor de Justiça Murilo Rodrigues da Rosa também solicitou que a prisão temporária fosse convertida em preventiva, diante das evidências, e o requerimento já foi atendido. Ele reforça que as provas reunidas são contundentes e apontam o companheiro da vítima como autor do crime. "A Polícia Civil vem realizando um grande trabalho para elucidar os fatos, e o Ministério Público de Santa Catarina não medirá esforços para garantir que esse feminicídio vá a julgamento e seja punido", conclui. 

O crime se enquadra como feminicídio por envolver a morte de uma mulher por razões da condição do sexo feminino, em um contexto de violência doméstica e familiar, conforme descreve o Código Penal.

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